Valencia ecologica

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As espécies podem ser classificadas
tomando-se em conta a possibilidade de
ocuparem habitats diferentes. Para isso, os
ecólogos usam o critério da valência
ecológica, que é a capacidade que a
espécie possui de povoar ambientes
diferentes, suportando grandes variações
ambientais. A valência ecológica é uma
característica da espécie que regula a
amplitude de sua distribuição sobre aTerra.

Podem ser divididas em:
Euriécias: aquelas com grande valência
ecológica, podendo ocupar habitats variados.
Corresponde,
em
geral,
à
espécies
cosmopolitas, isto é, as que estão espalhadas
pelo mundo, como a mosca doméstica.
 Estenoécias: aquelas com pequena valência
ecológica e com distribuição restrita a poucos
habitats bem determinados. Geralmente, essas
são chamadas deespécies endêmicas. Um
exemplo é o lobo-guará, que somente é
encontrado no cerrado brasileiro.
A seguir veremos alguns artigos sobre valência
ecológica.




Cientistas estudam outro
possível vetor da dengue
Pesquisadores da Faculdade de
Saúde Pública estendem seus
estudos sobre o Aedes
Albopictus, uma outra espécie de
vetor da dengue, originária da Ásia

Cauê Muraro
 Ocombate à dengue, ao contrário do que se
pode pensar, não implica somente na
preocupação com o Aedes aegypti, mosquito
transmissor
da
doença.
Tanto
que
pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública
(FSP) da USP vêm estudando uma outra
espécie de vetor, o Aedes albopictus, que na
Ásia é vetor secundário e nas Américas apenas
é um vetor em potencial. Contudo, até o
momento não se temconhecimento de nenhum
caso da doença que tenha tido participação do
Aedes albopictus.



"Ele é originário do continente asiático onde é
um importante transmissor, capaz inclusive de
causar epidemias esporádicas", diz o professor
da FSP, Delsio Natal. Mas, segundo o
professor, ainda não foi registrado no Brasil
nenhum caso de dengue causado pela picada
do Aedes albopictus, embora cidadescomo
São Paulo estejam infestadas pela espécie.
"Aqui apenas foi constatada a presença de uma
larva infectada com o vírus da dengue e nas
áreas onde há apenas essa espécie nunca
houve qualquer epidemia."





O que se faz hoje em hoje em dia, até por força
das circunstâncias, é combater o Aedes
aegypti, um habitante típico das cidades. Mas
esse combate se estende ao Aedesalbopictus, uma vez que os criadouros são os
mesmos para as duas espécies, bastante
parecidas do ponto de vista biológico. Porém, a
espécie em foco utiliza-se também de
criadouros naturais.
"Se fosse haver um combate ao Aedes
albopictus, ele teria de ser estendido às área
rural e silvestre", alerta o professor. Natal conta
que se trata de uma espécie dotada daquilo que
os especialistas chamam de"valência ecológica



Traduzindo, isto significa que o Aedes
albopictus tem uma admirável versatilidade no
que diz respeito ao local onde vive e põe seus
ovos. Local esse que pode ser desde uma
grande metrópole como São Paulo, até
extensas florestas do interior do Brasil. Muito
superior, portanto, à valência ecológica do
urbano Aedes aegypti. "As áreas rurais e
silvestres constituemum estoque permanente
do Aedes albopictus. E sua erradicação é
praticamente impossível porque ele explora um
ambiente muito vasto."



Na própria FSP há uma série de pesquisas
enfocando o "potencial vetor" da dengue.
Atualmente, Delsio Natal orienta um trabalho de
pós-graduação cujo tema é exatamente o
Aedes albopictus. Mais especificamente, a
população existente no Parque Ecológicodo
Tietê, em São Paulo. Uma outra pesquisa da
FSP observou como se comportava o Aedes
albopictus habitante de Ilha Bela, no litoral
paulista. Ali ficou comprovado que mesmo nas
bromélias mais distantes, no meio da mata,
foram encontradas larvas.



As perspectivas sobre o comportamento que
futuramente o Aedes albopictus apresentará
ainda são incertas. Mas, segundo Natal, não
se...
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