Vírus

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  • Publicado : 1 de novembro de 2011
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1 INTRODUÇÃO

 Os vírus são muito pequenos para sem observados sob um microscópio óptico e não podem ser cultivados fora de seus hospedeiros. Portanto, embora as doenças virais não sejam novas, os vírus em si não puderam ser estudados antes do século XX. O químico holandês Adolf Mayer mostrou, em 1886, que a doença do mosaico do tabaco (TMD) era transmissível de uma planta doente para umaplanta sadia. Ele não pode satisfazer todos os postulados de Koch, porque não conseguiu cultivar agente infeccioso. Em 1892, em uma tentativa de isolar a causa do TMD, o bacteriologista russo Dmitri Iwanowski filtrou a seiva de plantas doentes com um filtro de porcelana construído para reter bactérias. Ele esperava encontrar o micróbio preso ao filtro. Descobriu, ao contrário, que o agente infecciosohavia passado através dos duminutos poros do filtro. Quando ele injetou o fluido filtrado em plantas sadias, elas contraíram a doença. Esse fato levou a uma serie de experimentos conduzidos por outros cientistas para isolar os agentes filtráveis da doença. A primeira doença humana associada com um agente filtrável foi a febre amarela.
Esses primeiros pesquisadores não podiam imaginar partículassub-microscópicas e , portanto, descreveram o agente infeccioso como contagium vivum fluidum - um fluido contagioso. Por volta da década de 30, os cientistas já haviam começado a usar o termo vírus, a palavra em latim para venenoso, para descrever esses agentes filtráveis. A natureza dos vírus, contudo, permaneceu uma incógnita até 1935, quando o químico norte-americano Wendell Stanley isolou ovírus do mosaico do tabaco tornando possível, pela primeira vez, o desenvolvimento de estudos químicos e estruturais com um vírus purificado. Na mesma época, a invenção do microscópio eletrônico possibilitou, pela primeira vez, a visualização de vírus.
Sabemos, hoje, que os vírus são encontrados como parasitas em todos os tipos de organismos vivos e, embora necessitem viver dentro das células dohospedeiro, nem todos causam doenças. Em 1997, pesquisadores japoneses descobriram um novo vírus que foi chamado de vírus TT (TTV), que são as iniciais do paciente de quem o vírus foi isolado. Desde então, o TTV já foi encontrado em 2% dos indivíduos hígidos pesquisados. Aparentemente esse vírus é um simbionte inofensivo. Talvez haja outros vírus que se adaptaram para viver em harmonia, sem causardoenças.
Os avanços nas técnicas de biologia molecular, nos anos 80 e 90, permitiram a identificação de diversos novos vírus humanos. O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), o vírus da hepatite C, o Hantavírus Sin Nombre e o vírus do Oeste do Nilo são alguns exemplos.

2 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VÍRUS

A questão de os vírus serem ou não organismos vivos tem uma resposta ambígua. A vidapode ser definida como um conjunto complexo de processos resultantes da ação de proteínas codificadas por ácidos nucléicos. Os ácidos nucléicos das células vivas estão todo o tempo em atividade. Os vírus não são considerados organismos vivos porque são inertes fora das células hospedeiras . No entanto, quando penetram em uma célula hospedeira, o ácido nucléico viral torna-se ativo, ocorrendo amultiplicação viral. Sob esse ponto de vista, os vírus estão vivos quando proliferam dentro da célula hospedeira infectada. Do ponto de vista clínico, os vírus podem ser considerados vivos pois causam infecção e doença, da mesma forma que bactérias, fungos e protozoários patogênicos. Dependendo do ponto de vista, um vírus pode ser considerado uma agregação excepcionalmente complexa de elementosquímicos ou, um microorganismo vivo e excepcionalmente simples.
Os vírus foram, originalmente, diferenciados de outros agentes infecciosos por serem extremamente pequenos (filtráveis) e, por serem parasitas intracelulares obrigatórios – ou seja, necessitam de células vivas hospedeiras para a sua multiplicação. Contudo, essas duas propriedades são compartilhadas por determinadas bactérias pequenas...
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