Utilitarismo

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  • Publicado : 31 de março de 2011
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Apresentação
O utilitarismo é uma teoria naturalista sobre os fundamentos da moralidade. Defende que o prazer ou a felicidade é o único fim último da ação, e que a ação moral tem de procurar maximizar, imparcialmente, a felicidade de todos. O utilitarismo é a teoria rival das éticas deontológicas, como a de Kant, e das teorias contratualistas, como as de Locke, Hobbes e Rousseau. Mill procuramostrar que na realidade estas teorias acabam por ter de aceitar o utilitarismo quando se trata de responder a questões últimas.
O utilitarismo tornou-se a mais importante ideia moral e política do séc. XIX, tendo ajudado a dar rosto à estrutura das sociedades democráticas desenvolvidas do séc. XX. Procurando desfazer os inúmeros equívocos que dificultam a compreensão do utilitarismo, esta é aapresentação clássica daquela doutrina.

A par de obras como Fundamentação da Metafísica dos Costumes, de Kant, Ética a Nicómaco, de Aristóteles, e Leviatã, de Hobbes, esta é uma das mais importantes obras de sempre do pensamento moral.
Publicada pela primeira vez em 1861, na Frazer's Magazine, esta obra foi editada em livro em 1863. Em 1871, a Longmans, Green, Reader, and Dyer publicou em Londresa quarta edição da obra — a última revista pelo autor. É com base nela que se apresenta esta tradução directa e cuidada.
Com Revisão Científica, Introdução, Cronologia e Notas de Pedro Madeira (King's College London), esta edição faz jus à importância da obra original de Mill.
Leitura fundamental para estudantes de Filosofia, Direito, Sociologia, História das Ideias e Ciência Política, esta obraé do interesse de todo o cidadão que queira compreender melhor os fundamentos da ética e da vida pública.

O Utilitarismo é um tipo de ética normativa com origem nas obras dos filósofos e economistas ingleses do século XVIII e XIX. Jeremy Bentham e John Stuart Mill, -- segundo a qual uma ação é moralmente correta se tende a promover a felicidade e condenável se tende a produzir a infelicidade,considerada não apenas a felicidade do agente da ação mas também a de todos afetados por ela.
O Utilitarismo rejeita o egoísmo, opondo-se a que o indivíduo deva perseguir seus próprios interesses, mesmo às custas dos outros, e se opõe também a qualquer teoria ética que considere ações ou tipos de atos como certos ou errados independentemente das conseqüências que eles possam ter.
O Utilitarismoassim difere radicalmente das teorias éticas que fazem o caráter de bom ou mal de uma ação depender do motivo do agente porque, de acordo com o Utilitarismo, é possível que uma coisa boa venha a resultar de uma motivação ruim no indivíduo.
Antes, porém, desses dois autores darem forma ao Utilitarismo, o pensamento utilitarista já existia, inclusive na filosofia antiga, principalmente no deEpicuro e seus seguidores na Grécia antiga. E na Inglaterra, alguns historiadores indicam o Bispo Richard Cumberland, um filósofo moralista do século XVII, como o primeiro a apresentar uma filosofia utilitarista. Uma geração depois, Francis Hutcheson, com sua teoria do "sentido interior da moralidade" ("moral sense") manteve uma posição utilitarista mais clara. Ele cunhou a frase utilitarista de que "amelhor ação é a que busca a maior felicidade para o maior número de indivíduos". Também propôs uma forma de "aritmética moral" para cálculo da melhor conseqüência possível. David Hume tentou analisar a origem das virtudes em termos de sua contribuição útil.
O próprio Bentham disse haver descoberto o "princípio de utilidade" nos escritos de vários pensadores do século XVIII como Joseph Priestley,um clérigo dissidente famoso por haver descoberto o oxigênio, e Claude-Adrien Helvétius, autor de uma filosofia de meras sensações, de Cesare Beccaria, jurista italiano, e de David Hume. Helvétius foi posterior a Hume e deve ter conhecido seu pensamento, e Beccária o de Helvécios..
Outro apoio ao Utilitarismo é o de natureza teológica, devido a John Gay, um filósofo estudioso da bíblia que...
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