Uso indevido do alcool

Páginas: 8 (1975 palavras) Publicado: 11 de novembro de 2012
Texto de apoio: Uso indevido de álcool:

o papel do Médico da Atenção Básica

Felipe de Medeiros Tavares
Psiquiatra; Especialista em Dependência Química; Mestrado pelo IMS-UERJ


SUMÁRIO

I. Introdução-------------------------------------------------------------------------------------------- 01

II.Objetivos--------------------------------------------------------------------------------------------- 02

III. Hipóteses------------------------------------------------------------------------------------------- 02

IV. Metodologia--------------------------------------------------------------------------------------- 03

IV. Considerações finais---------------------------------------------------------------------------- 05

ReferênciasBibliográficas-------------------------------------------------------------------------- 07

















I - Introdução



A formação médica hodierna não contempla de modo satisfatório o tema Dependência Química. Nas ocasiões em que é abordado na graduação, isso ocorre somente na disciplina de psiquiatria ou saúde mental. Ademais, não é freqüente a ênfase na eficácia da atuação precoce do profissionaldiante de uma situação de dependência química (prevenção), uma vez que o médico geralmente atua somente nos estágios avançados, quando o comprometimento clínico/ somático é evidente, por exemplo, em casos de cirrose ou enfisema pulmonar. Este aspecto, aliás, corrobora a atual perspectiva da medicina, que age em torno dos sinais e sintomas clínicos, negligenciando o aspecto psíquico do indivíduo enfermo(Camargo Jr, 1990; Mello Filho, 2006). Tal viés é preocupante, uma vez que torna a abordagem do medico deficitária, seja em termos de orientações preventivas ou motivacionais.

Neste contexto, o clínico geral muitas vezes delega ao psiquiatra a função de abordar e conduzir um caso de dependência química, fato este que poderia (e deveria, haja vista a grande prevalência dos transtornosrelacionados ao uso de substâncias nos serviços de atenção básica) ser assumido no mais das vezes pelo próprio clínico. Isso causa uma fragmentação na relação médico-paciente, já que um mesmo profissional poderia acompanhar a terapêutica de um indivíduo com dependência química, além de onerar o sistema de atendimento com referências desnecessárias ao especialista (Botega, 1991).

Estaformação médica fragmentada e baseada na intervenção tardia, ao invés da prevenção, faz dos médicos generalistas sujeitos que vêem a dependência química como uma área distante, muitas vezes de modo preconceituoso, fato que frequentemente ocorre nas emergências clínicas país afora, local propício para a ocorrência de situações constrangedoras para os indivíduos que chegam em estágio de intoxicação etílica.Com a introdução das emergências e leitos psiquiátricos nos hospitais gerais, a situação tende a agravar-se na medida em que não forem oferecidas adequadas capacitações a estes profissionais (Araújo, 2007).







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Adicionalmente, pode-se afirmar que nos cursos, congressos e demais eventos científicos de medicina em geral, a dependência química é raramente abordada, comoobservado numa compilação de comunicados de Congressos dos últimos anos.

Nesse âmbito, o alcoolismo, uma das maiores causas evitáveis de danos à saúde, com frequência é negligenciado durante uma consulta do clínico, que, assim, não reconhece o potencial que sua abordagem possui no tocante à prevenção de complicações e à melhoria da qualidade de vida do paciente (Laranjeira, et al, 2004).Sendo o álcool a substância lícita mais utilizada entre os Brasileiros, conforme estudo (Laranjeira, 2007), cuja dependência é estimada em 11,2 % da população adulta, com o uso na vida atingindo 68,7% da população, diversas são as consequências negativas da ausência de uma postura preventiva por parte do médico da atenção básica, pois em geral este é o primeiro profissional que um indivíduo...
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