Uso drx

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

Aluno: Josehilton Kleber Gonçalo – 11121367
Professor: Ramon Toquarto
Disciplina: Materiais de construção mecânica I

Difratometria de Raios-X

João Pessoa, 01 de Abril de 2013.

Introdução

Em vista da grande importância que se tem em conhecer as propriedades de umdeterminado material para que se possa fazer uma melhor aplicação, torna-se necessário o conhecimento de sua microestrutura. Para isso, é preciso que seja feito uma análise do material (ou amostra) com a qual se desejar trabalhar.Existem hoje em dia diferentes maneiras de analisar a estrutura de um determinado material. A difração de raios x (DRX) é uma das principais técnicas de caracterizaçãomicroestrutural de materiais cristalinos através de suas fases. Dentre os materiais que podem ser analisados pelo DRX estão os metálicos,poliméricos,cerâmicos e compósitos. Vamos inicialmente tratar de alguns conceitos fundamentais na compreensão do funcionamento do DRX

Fundamentação teórica.

Os raios x são uma forma de radiação eletromagnética que possui altas energias e comprimentos deonda da ordem dos espaçamentos atômicos nos sólidos. Foram descobertos em 8 de novembro de 1895, por um físico alemão chamado Wilhelm Conrad Röntgen. O dispositivo que gera o raios X é chamado de tubo de Coolidge. Este componente é um tubo oco evacuado, ainda possuí um cátodo que gera um fluxo de elétrons de alta energiam , que são acelerados por uma grande diferença de potencial e atingem ao ânodo( ou placa). Quando eles se chocam com o ânodo, transferem energia para os elétrons que estão nos átomos dos ânodos. Os elétrons com energia são acelerados e então emitem ondas eletromagnéticas que são os raios-X. Os raios-X propagam-se com a velocidade da luz e, como qualquer outra onda eletromagnética, esses raios estão sempre sujeitos aos fenômenos da refração, reflexão, difração, polarização einterferência. Diversas são as sua aplicações na indústria e em muitos outros campos da ciência e da tecnologia... É valido ressaltar que este raio possui ações benéficas e maléficas. A exposição demorada desse raio no corpo humano pode causar sérios riscos a saúde, como por exemplos lesões cancerígenas, morte celulares,leucemia, entre outros..
Um cristal pode ser definido como umarranjo ordenado e periódico de átomos formando um sólido ou parte dele como um grão. Nem todos os sólido são cristalinos; alguns são totalmente amorfos ( sem forma definida) como os vidros e alguns polímeros como os poliestireno (PS) eo Polimetilmetacrilato(PMMA). Neste sentido não existe diferença alguma entre um líquido e um sólido amorfo. A técnica de análise estrutural e microestrutural porraios-X se baseiam na presença de uma rede cristalina ou na periodicidade de um arranjo atômico. Portanto a técnica de difração de raios X não se aplica a materiais sólidos totalmente amorfos. Os raios X utilizados para analisar materiais policristalinos devem ser monocromáticos, ou seja, o feixe deve apresentar um único comprimento de onda e estar em fase. Desta forma é preciso selecionar um únicocomprimento de onda dentre os vários gerados pelo difratômetro (normalmente seleciona-se o comprimento de onda mais intenso que é o ).

Difração de raios-X
A o incidir um feixe monocromático de raios X em um cristal, o mesmo interagem com os átomos presentes, originando o fenômeno da difração.A difração de um feixe de raios X é constituída pelo processo de interferência construtivacausada pela incidência de um feixe de raios X em direção a um material com estrutura atômica periodicamente arranjada. Essa interferência construtiva ocorre apenas nas direções de espalhamentos dos feixes que satisfazem a Lei de Bragg, quando o espalhamento e a radiação incidente possui o mesmo comprimento de onda.

A Lei de Brag diz que a difração ocorrerá quando a...
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