Uso do crack

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SUMÁRIO

1 introdução 3
2 O crack na sociedade 5
2.1 O CRACK E MERCADO 6
2.2 O crack e Violencia 5
Conclusão 8
Referências Bibliográficas 9

* 1 introdução
Neste trabalho,tomei como objetivo de estudo as Relações Sociais do uso do crack devido ao seu baixo custo, rápido e intenso.O crack rapidamente ganhou popularidade entre seus usuários, especialmente nas áreas urbanas maispobres, deixando problemas físicos e emocionais sérios.

* O crack surgiu como opção para popularizar a cocaína, pelo seu baixo custo.
Inicialmente o crack foi disseminado nas classes mais baixas da sociedade, embora atualmente já não se restrinja somente a elas. Nos centros das grandes cidades é comum ver os moradores de rua de todas as idades, inclusive as crianças – fazendo uso desta droga.Cabe a reflexão sobre a origem daquelas pessoas: muitos já nasceram em condições de miséria comparáveis a aquela em que estão, mas certamente muitas daquelas pessoas, hoje a margem da sociedade, tinham toda uma vida estruturada, vida essa que trocaram pelo crack.
O uso do crack e suas consequências tornam possível dizer que atualmente o crack tornou-se uma epidemia, portanto, uma questão de saúdepública.

A sociedade civil paulista tem sido obrigada a enfrentar nos últimos tempos um novo
desafio, para o qual não se sente historicamente preparada, pois desconhece precedentes de tal magnitude: o surgimento de zonas urbanas consagradas ao uso explícito e incoercível de crack, as chamadas “cracolândias”.Embora o fenômeno tenha se expandido para mais cidades do Estado, é naCracolândia
da capital que ocorrem acirrados embates entre os diversos setores da sociedade envolvidos no enfrentamento da questão.Causou comoções a intervenção policial, realizada no início de 2012, inclusive com o emprego de violência contra a população frequentadora da região. A abordagem da Cracolândia depende de ações sincrônicas e sinérgicas de váriossetores da vida pública, dentre os quais, seguramente, a Medicina e outras categorias profissionais da saúde.

A iniciativa açodada da administração pública não levou em consideração princípios
primários de pluralidade. Reduziu, com isso, a complexidade do tema da toxicomania no espaço urbano a um assunto estritamente policial. E, mesmo no campo da segurança pública, o assunto foi reduzidoà esfera da criminalidade a ser banida a qualquer custo, ignorando procedimentos humanitários e integrados.

Qualquer intervenção pública na Cracolândia deve considerar a interpretação sanitária do flagelo, para a qual a toxicomania é um transtorno mental passível de tratamento e,consequentemente, merece o respeito que a sociedade deve consagrar a seus doentes. Pode-se discutir os aspectoslegais dos problemas de conduta associados a esses estados patológicos,marca das sociedades contemporâneas. Mas é preciso ir além, é imprescindível desenvolver meios complexos de análise e intervenções capazes de responder às variadas faces do uso e abuso de substâncias psicotrópicas.
Uma ação policial autônoma e intempestiva, que se descola da participação conjunta dasaúde, da justiça e da assistência social, ignora a diversidade de situações individuais, e reduz todos os doentes à obscura categoria de criminosos.
Cabe ressaltar que, mesmo na esfera sanitária, está longe de ser atingido o consenso a respeito da atuação pública no uso, abuso e dependência de substâncias. Mas devem ser rechaçadas soluções fáceis e incensadas e, ao mesmo tempo, implementadasiniciativas capazes de compreender de modo mais amplo esse dilema atual.

É importante perceber que “o crack não é uma droga nova: seu ingrediente ativo é a cocaína. Nem é uma nova forma de usar a cocaína; fumar a pasta base da cocaína é uma prática desde os anos 1970”.O crack foi uma inovação de mercado a substância cara, a cocaína, era vendida muito mais barata para uma população com um...
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