Uso da psicografia nos tribunais

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A PSICOGRAFIA COMO PROVA NOS TRIBUNAIS

Carlos Eduardo de Souza Silva[1]
José Artur Teixeira Gonçalves[2]


RESUMO: O presente trabalho vai expor o Espiritismo e o método da psicografia de um modo diferente do exposto pelos incrédulos e opositores, que vêem a psicografia apenas como fruto da fé, de suposições, hipóteses, e de opiniões pessoais de ignorantes. Esses opositores garantem que areligião não pode interferir nas decisões processuais, por isso são contra o uso da carta psicografada. Foi colocada a carta psicografada aqui como um fator identificado como extraordinário e, portanto, de cunho científico, que não tem nada a ver com religiosidade e, naturalmente, com competência fora dos parâmetros conhecidos, capazes de processar esse mecanismo, quer na parte relacionada com apsicografia propriamente dita, quer no campo das materializações, quaisquer que sejam elas e independentemente da vontade do homem. E esses acontecimentos são demonstrados, explicados, esclarecidos e claramente justificados pela Doutrina Espírita em todos os seus pequenos detalhes. São de conhecimento público, vários casos em que a psicografia esteve presente, porém serão apresentados aqui apenas3 desses casos julgados como mais importantes, onde informações do outro lado da vida estiveram presentes nos tribunais, quer para trazer novos fatos nos casos de crime, esclarecendo dúvidas ou contribuindo para o devido esclarecimento, quer, ainda, em casos de litígio, na área cível, quando se discutiram direitos autorais de pessoas já falecidas que enviaram suas obras mediunicamente para serempublicadas, mostrando que, a presença dos espíritos na terra não é hipótese, mas um fato verídico.

Palavras-chave: Psicografia, Processo Penal, Religião, Ciência, Tribunal, Chico Xavier.


1 INTRODUÇÃO


Nos últimos anos, temos presenciado uma grande discussão a respeito da utilização da prova psicografada nos tribunais brasileiros, existindo projetos de lei que vem tentandoproibir o uso da carta psicografada como prova (como o de n° 1.705/2007[3]), onde foram ouvidos vários juristas que se mostraram contra a possibilidade de utilização de uma carta escrita do “além” em processos judiciais, de natureza penal ou mesmo civil.
É necessário antes de qualquer coisa, investigar a origem e o desenvolvimento científico do espiritismo, para que possamos entendermelhor a utilização deste meio lícito de prova.




2 A CARTA PSICOGRAFADA E O ESPIRITISMO




O Espiritismo é o estudo elaborado com estrutura sólida no Evangelho de Jesus. A Doutrina detalha o entendimento de que, além da vida material, existe uma outra para qual seguem todos após a morte do corpo físico. Tem em seu conteúdo, explicação, esclarecimento e ensino, não deixandoquestão nenhuma na obscuridade. Não trata, pois, de suposições, hipóteses ou opiniões pessoais.
É Ciência, porque se traduz no conhecimento e no estudo que trata do mundo dos espíritos e sua relação prática e direta com o mundo físico. É filosofia, pois cuida do entendimento das conseqüências morais que decorrem dessa relação. É Religião porque abraça, pratica e divulga o Evangelho deJesus.[4]
O conceito de Espírito é trazido por Allan Kardec[5]:
“No sentido especial da Doutrina Espírita, os Espíritos são seres inteligentes da criação, que povoam o Universo fora do mundo material, e que constituem o mundo invisível[...] O Espírito é o ser principal, já que é o ser pensante e sobrevivente; o corpo, pois, não é senão um acessório do Espírito[...]”A psicografia consiste na mensagem procedente do outro lado da vida e é enviada pelo espírito (entidade desencarnada) interessado em transmitir informações, ensinamentos ou mesmo orientações aos encarnados, como são chamados os que ainda se acham na Terra.[6] É uma manifestação de prova espírita que representa o ato de escrever exercido por uma pessoa que tenha certa capacidade espiritual...
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