Uruguaiana

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Uruguaiana Histórica
City-tour

















Uruguaiana, setembro de 2004.





URUGUAIANA HISTÓRICA



1. MONUMENTO A DOMINGOS JOSÉ DE ALMEIDA




Domingos José de Almeida, fundador de Uruguaiana, nasceu em Minas Gerais, no município de Diamantina, aos 9 dias de 1797. De família pobre, não pode dispor de tempo e recursos para se dedicar aos estudos;homem inteligente, contudo, supriu a falta de cultura intelectual que os bancos escolares poderiam lhe dar com os conhecimentos práticos da vida. Muito moço ainda conseguiu trabalho em uma firma do Rio de Janeiro, onde, dada a sua perspicácia para os negócios, logo se impôs na confiança de seus patrões se tornado indispensável à firma onde trabalhava. Conforme Villela, Domingos José de Almeida veiopara o sul (Pelotas) com o pai que comerciante e tinha um comboio de mulas. Após algum tempo montou uma charqueada na cidade.





2 URUGUAIANA


a) Planejamento urbano

O governo da Republica mandou pessoal técnico para, examinando toda a costa do Uruguai, desde a foz do Ibicui até a foz do Itapitocai, ou mais adiante até o Arroio Sujo, decidir o ponto mais conveniente.Essa comissão estudando o ponto indicado por Bento Manoel: Barra do Ibicui e o ponto onde já existiam os rudimentos de uma povoação, (Passo de Santana, próximo à foz do rio Guarapuítã); decidiu-se pela margem esquerda junto à foz do Itapitocai, chegando a levantar uma planta topográfica, demarcar ruas e praças, etc. (29 de dezembro de 1841), ficando, pois, desprezadas as indicações de Bento Manoel ea Prado Lima (esta foi a que mais tarde venceu, como se verá).

Tendo, porém, e engenheiro chefe se entendido, conforme instruções recebidas, com o General David Canabarro, esta fez-lhe ver que constava ser mais apropriado para a criação da nova povoação não aquele lugar mas sim o lugar denominado – Capão do Tigre, no campo dos Coutos.

- Parece, porém, que o engenheiro não aceitoueste alvitre, porquanto escolheu o lugar à margem esquerda da Itapitocai, como já vimos, tirando a planta topografica que a 15 de janeiro remetia ao Ministro da Fazenda e interior Domingos de Almeida, em Bagé, então Capital da República.





b) História da criação do município


Desde 1801, pelo Tratado de Badajós, havia uma paz relativa nessa região chamada então “terra de ninguém”,pelo fato de ser quase desabitada, não fosse ocupada por pequenos postos militares de controle e cobrança de direitos alfandegários, por fazendas e pequenos povoados onde já se evidencia um processo de trocas por intermédio de tropeiros portugueses (paulistas e riograndenses) com regiões uruguaias.

A concessão mais antiga de terras no município foi feita em 1814 por D. Diogo de Souza,Presidente da Província, a Antonio Silveira de Souza, entre os rios Ibicuí e Ibirocaí (IBGE, 1950, p. 3), quase 15 anos após o Tratado de Badajós.

Entre os anos 1815 e 1816 outras 29 sesmarias foram concedidas pelo Marques de Alegrete. A área entre o Imbaá e o Itapitocai, onde hoje se situa o município, foi comprada, junto com outras três sesmarias, por Manuel Joaquim do Couto (CoutoRico). A presidência da província ainda concedeu outras três sesmarias entre 1823 e 1824 (IBGE, 1950, p. 4).

O botânico francês SAINT-HILAIRE durante passagem por estas terras, em 1821, apontava a existência de uma guarda no Passo de Santana, à cerca de 30 km de onde encontra-se a cidade atualmente.

Com o início da Revolução Farroupilha em 1835, o governo republicano tratou deformar uma povoação à margem esquerda do Uruguai, por ser esta uma linha de fronteira, onde o contrabando penetrava livremente em território brasileiro. Nessa margem, próximo à confluência do arroio Guarapuitã, a duas léguas (13 Km) da margem esquerda do arroio Itapitocaí, junto ao Vau ou Passo de Santana sobre o Uruguai, já havia um acampamento militar, um posto fiscal e um povoado chamado...
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