Uroanalise

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  • Publicado : 18 de abril de 2013
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1. Sinonímia:

PU, Exame qualitativo e semi – quantitativo de urina tipo I, EAS.



2. Princípio do Método:

Baseia-se na análise física (cor, odor, aspecto, densidade), química (tira reativa) e exame microscópio do sedimento urinário, utilizando lâmina e lamínula. São lidos aproximadamente 10 campos e reportado a media de elementos.



3. Principais Aplicações Clínicas:

Devido àfacilidade da coleta e a possibilidade de muitas informações sobre o sistema urinário e o metabolismo do organismo, este exame é requisitado com muita freqüência no laboratório clínico. Mudanças nas características urinarias são observadas em doenças renais, hepáticas, entre outras.



4. Amostra:

4.1 Preparo do paciente: Recomenda-se coleta de jato médio da primeira urina da manha ou após 4horas sem urinar. Fazer higiene na região genital

4.2 Tipos de amostra: Urina jato médio

4.3 Armazenamento e estabilidade da amostra: Processar a amostra até 1 hora após a coleta, caso contrário manter sob refrigeração por até 4 horas.

4.4 Volume mínimo necessário: 10mL

4.5 Critérios para rejeição de amostra:

4.5.1 Amostras não colhidas no pote fornecido pelo laboratório.4.5.2 Amostras colhidas há mais de 1 hora sem refrigeração.

4.5.3 Amostras contaminadas com material fecal.

4.6 Interferências: Uso de medicamentos, contaminação.





5. Tiras reativas:

Tiras reativas com parâmetros (densidade, pH, glicose, proteína, nitrito, sangue (hemoglobina), leucócito, bilirrubina e urubilinogênio).

5.1 Provas confirmatórias: Beneedict, Erlich, Lugolfraco e ácido sulfossalicílico 3%.



6. Equipamentos Necessários:

• Centrífuga

• Microscópio

6.2 Materiais

• Lâmina

• Lamínula

• Pipeta Pasteur

• Pipeta automática



7. Procedimento Detalhado

7.1 Proceder ao exame físico da urina (cor, odor e aspecto)

7.2 Após, homogeneizar bem a urina, coloca-se 10 mL da amostra em um tubo cônico e, imergir a tira na urinapor aproximadamente 2 segundos de forma que todas as áreas sejam imersas quase que simultaneamente. Retirar a tira, deslizando pela borda do tubo para remover o excesso de urina. Manter a tira na posição horizontal para prevenir mistura de produtos químicos de áreas adjacentes.

7.3 Realizar a leitura das reações (Bilirrubina, Cetonas, Densidade ou gravidade específica, Glicose, Leucócitos,Nitrito, pH, Proteína, Sangue, Urobilinogênio), conforme bula do fabricante.

7.4 Centrifugar a urina no tubo cônico a 2000 RPM, durante 5 minutos.

7.5 Decantar o sobrenadante para outro tubo (quando necessário pesquisar proteínas para confirmar o resultado, usando o método de precipitação com ácido Sulfossalicílico a 3%).

7.6 Diluir o sedimento formado para 2 mL ( se necessário, a diluiçãopoderá ser aumentada, conforme concentração do sedimento) com o próprio sobrenadante ou com solução salina.

7.7 Homogeneizar.

7.8 Com o auxílio de uma pipeta de 20 uL ou pipeta Pasteur aspirar, colocar na lâmina cobrir com lamínula e examinar ao microscópio.

7.9 Efetuar a contagem em 10 campos dos elementos encontrados. Células epiteliais e cilindros devem ser avaliados em aumento de 100X.Leucócitos e hemácias devem ser avaliadas em aumento de 400X . Reportar a média encontrada e indicar presença de cristais, muco, levedura, Trichomonas sp e bactérias quando encontrar.

7.10 Provas confirmatórias

• Glicose: Adicionar 4 gotas de urina sobre 2,5mL do Reativo de Benedict. Agitar, aquecer o tubo até ferver, cuidar para não quebrar, observar o aparecimento de coloração verde;

•Bilirrubina: Colocar 2 gotas de lugol em 5 mL de urina recente, observar a ocorrência de coloração verde-esmeralda.

• Urobilinogênio: 1mL de Reativo de Erlich + 5 mL de urina recente, agitar energicamente, observar a formação de halo vermelho no tubo.

• Proteína: Pingar 2 gotas de ácido sulfossalicílico 3% em 2mL do sobrenadante da urina, agitar e observar a ocorrência de turvação....
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