Urbanismo culturalista

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FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS – FACISA
ALUNOS: AISLLA ROCHA
ADRIANO CORDEIRO
HIALLY ROCHA
MARCIA PEREIRA

PARTE ESCRITA SEMINÁRIO
O URBANISMO CULTURALISTA: CAMILLO SITTE

Campina Grande, PB
Agosto / 2012
FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS – FACISA
ALUNOS: AISLLA ROCHA
ADRIANO CORDEIROHIALLY ROCHA
MARCIA PEREIRA

FRANÇOISE CHOAY
O URBANISMO CULTURALISTA: CAMILLO SITTE

Parte escrita do trabalho referente ao seminário exposto em sala de aula pelos alunos. Apresentado para a obtenção de parte da nota do I estágio na disciplina de Teoria e Historia da Arquitetura do Urbanismo e Paisagismo III, do curso de Arquitetura e Urbanismo, da Faculdadede Ciências Sociais Aplicadas – Facisa, ministrada pelo professor Eduardo Lucas.

Campina Grande, PB
Agosto / 2012
INTRODUÇÃO
Camillo Sitte foi um arquiteto vienense, diretor da Escola Imperial e Real de Artes, estudou arqueologia medieval e renascentista. Era filho de arquiteto e foi pioneiro do urbanismo culturalista, ponto de vista da qualidade de vida no desenho da cidade. Escreveu umlivro no final do séc. XIX, onde critica a cidade industrial, o urbanismo que estava sendo feito, sendo implantado desde Haussmann (urbanismo técnico). Sitte é considerado o primeiro “esteta” (pensador que olha para a cidade do passado sob o ponto de vista estético), tendo fascínio pela cidade medieval, pelo modo o qual as pessoas se relacionavam, as feiras, os bairros (a relação cidade X pessoas).Na sua visão, esta relação foi perdida na cidade industrial, pois a dimensão da cidade não comporta os hábitos de convivência (ARQUITETANDO, 2010). A partir desse breve resumo apresentaremos a concepção de urbanismo do arquiteto Camillo Sitte sob a visão da autora Françoise Choay.

O URBANISMO CULTURALISTA
Camillo Sitte (1843-1903)
Seus conhecimentos em arqueologia medieval e renascentistainspiraram-lhe uma teoria e um modelo de cidade ideal. Destinava-se a polemizar contra as transformações de Viena, no entanto não teve efeito sobre o destino urbanístico da capital austríaca. Porém, quando seu livro “Construção das Cidades Segundo seus Princípios Artísticos” foi publicado, grande número de municipalidades convidaram Sitte para seus projetos de extensão, inspirando uma geração deurbanistas germânicos, bem como a realização das cidades-jardins inglesas e sobre o urbanismo culturalista anglo-saxão. Porém, para Le Corbusier e os progressistas, Sitte representa a encarnação de uma vocação retrógrada para o passado.

A LIÇÃO DA HISTÓRIA
Aristóteles resumiu todos os princípios da construção das cidades nesta sentença: “Uma cidade deve ser construída de modo a proporcionar, a seushabitantes, segurança e felicidade”.
Problema estético – para atingir esse objetivo não basta a ciência de um técnico, é preciso ainda o talento de um artista, foi assim sempre em toda parte onde as Belas-Artes tiveram um lugar de honra.
O estudo do passado – na qualidade de técnico e artista busca-se os procedimentos da composição das obras do passado que produziam efeitos harmoniosos.
Assim,esse estudo permitirá, segundo CHOAY(2005), que encontremos uma solução, para o problema atual das construções das cidades, que deverá satisfazer três condições principais:
* Livrar-nos do sistema moderno dos conjuntos de casas regularmente alinhadas;
* Salvar, na medida do possível, o que resta das cidades antigas;
* Aproximar sempre mais as criações atuais do ideal dos modelosantigos.

Locais para a vida pública – os locais públicos (fórum, mercado, etc.) não servem, atualmente, nem para grandes festas populares. Nem para a vida de todos os dias. Sua única razão de ser consiste em proporcionar mais ar, mais luz e romper a monotonia dos “oceanos” de casas.
Diferentemente da Antiguidade, onde as praças eram uma necessidade de primeira ordem, pois foi o teatro das...
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