Uma leitura da comuna de paris por marx, engels e bakunin.

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  • Publicado : 3 de outubro de 2012
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Uma Leitura da Comuna de Paris por Marx, Engels e Bakunin.

O primeiro governo operário da História, podemos dizer assim, nasce das entranhas da “Cidade Luz” em 18 de março de 1871. Resultado da resistência popular diante à eminente invasão germânica à França. Mesmo esse governo permanecendo apenas por 72 dias o que se aprendeu com a Comuna foram lições jamais esquecidas pela história dahumanidade. O legado de heroísmo reluz ainda até hoje. Do dia 18 de março ao dia 28 de maio de 1871 os operários franceses dirigiram a cidade de Paris e tiveram a ousadia de tomar medidas políticas que, seguramente, continuam servindo de exemplo e desafio ao movimento socialista mundial. A tomada do poder, no entanto, foi um ato de defesa de um povo, que ameaçado pelo governo burguês, resistiu evenceu. Essa experiência bastante breve constituiu a principal base de discussão política do marxismo. A população francesa tem uma história de participação nas decisões e nas mudanças no país. Durante todo o século XIX houve insurreições populares contra uma tentativa de restauração da monarquia. Todavia, o movimento popular era bastante heterogêneo que além de operários englobava a pequenaburguesia, republicanos e a Guarda Nacional, que em função da exigência estrangeira, havia substituído o exército.
A insatisfação popular era devido, principalmente, dos sofrimentos decorrentes da guerra contra a Prússia, o desemprego dos trabalhadores e a falência de pequenos comerciantes, a ansiedade por um novo regime e a composição reacionária da Assembléia Nacional. Diante a resistência popular ogoverno foi transferido de Paris para Versalhes e exigiu o desarmamento da Guarda Nacional sob o pretexto que ela pertencia ao Estado. A difamação da Guarda Nacional e dos operários era constante. O desarmamento da Guarda Nacional foi o primeiro passo para a conspiração e derrubada da república, já que ela era formada, em sua maioria, por proletários. Com a oposição popular ao desarmamento, poisas armas haviam sido compradas com dinheiro do povo, Thiers, o chefe de gabinete francês, decide invadir Paris e massacrar a oposição. Para sua surpresa, o povo resistiu e venceu a batalha o governo fugiu de volta a Versalhes. O “assalto ao céu”, como ficou conhecido esse episódio, foi o resultado de um conjunto de contradições na França, somado à ação consciente dos trabalhadores, reagindo em suaprópria defesa, que acabou constituindo a experiência revolucionária mais importante do século XIX.
O texto, A Crítica ao Programa de Gotha, inicia-se demonstrando que a relação Marx-Bakunin não era das melhores. Uma citação do texto diz: “... nos encontrávamos então transcorridos apenas dois anos do Congresso de Haia da Internacional' - em pleno apogeu da luta contra Bakunin e seusanarquistas, que nos responsabilizavam por tudo o que ocorria no movimento operário da Alemanha.!” (MAX, 1875)
Segundo Viana as relações Marx-Bakunin foram sempre marcadas por desventuras e conflitos dos mais variados até hoje adeptos das teses de um ou de outro, encarnam os rancores, ódios, preconceitos, pontos de vista recíprocos, dos seus inspiradores. Segue Viana dizendo que de acordo com um espíritolibertário, devemos abandonar os sectarismos, dogmatismos, a adoração religiosa e o que lhe acompanha (culto à autoridade, acriticidade, eleição de um dogma ou ídolo indiscutível, maniqueísmo). Nildo Viana postula uma possível conciliação entre marxismo (libertário, isto é, desconsiderando o pseudomarxismo expresso no leninismo e na social-democracia) e anarquismo tomando como base apenas osdiscursos dos dois autores emblemáticos das duas correntes políticas seria uma tarefa que traria poucos resultados concretos. As idiossincrasias, os problemas de linguagem, os mal-entendidos, os equívocos individuais, a complexidade da luta política e o envolvimento de “terceiros”, o contexto histórico-social, entre outras determinações, podem ofuscar a visão de algo mais profundo nessa teoria tão...
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