Uma breve história da psicologia no séc. xx

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  • Publicado : 29 de março de 2011
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Uma breve História da Psicologia no Brasil no século XX

Principalmente no fim do século XIX idéias raciais vindas da Europa começam a ser disseminadas no Brasil, rapidamente a elite brasileira reconhece que essas idéias de branqueamento não podem ser realizadas no Brasil, já que praticamente todos os brasileiros têm raízes negras, européias e americanas nativas. No início do século XX(principalmente nas décadas de 20 e 30) essas idéias começam a ser adequadas à realidade do país e do povo, abrindo espaço para idéias de formação, quanto ser humano, mesológicas, criando-se assim a „Escola Nova“, que enquadra o povo às exigências de serem „melhores“, ou seja a criação de um novo homem brasileiro.
Uma elite intelectual funda o projeto Escola Nova, onde todos os brasileiros devem teracesso à educação considerada adequada para que se tornem bons trabalhadores. Na década de 20 o Brasil passa por uma transformação sócio-urbana e com isso tem de acompanhar o desenvolvimento econômico internacional. Para isso é necessário a instalação de indústria no país. Para que isso aconteça é imprescindível que o trabalhador industrial seja saudável, alfabetizado e siga normas e regras, todosesses pré-requisitos podem e são ensinados através da Escola Nova, através da integração de Educação Física no currículo escolar, instalação de consultórios odontológicos e enfermarias no espaço escolar, nivelamento dos alunos através de turmas separadas, sanções por atrasos ou comportamentos considerados não-aceitáveis, aulas e controles de higiene, fundação de programas de saúde e higiene comcolegas controlando uns aos outros, entre outros medidas tomadas, enfim medidas que controlem o corpo e a mente.
Na Escola Nova surgem idéias psico-pedagógicas e os testes de avaliação de higiene mental são utilizados nas escolas para cientificar e justificar sua lida com o diferente.
Com o tempo o pensamento do problema do diferente estar nas famílias vem se estabelecendo e ganhando mais espaçoentre os profissionais psi. Com isso por volta da década de 70 a família „entra em crise“, pois até então ela é vista pela sociedade (incentivada pela elite política) como mantenedora de uma sociedade saudável e cabe à família controlar e disciplinar o diferente (agora chamado de „o drogado“ e „o subversivo“ contrário ao sistema político), sendo assim cada membro da família como indivíduo é culpadopelo problema do drogado ou subversivo e ocorre um processo de intimização. A vida pública é esvaziada e um problema, que poderia ser de natureza socio-política é jogado para dentro das famílias e dos indivíduos, membros dessa família. Tem de se considerar também (comentário da autora) a Psicologia, a Psicanálise quanto também a Medicina são institucionalizados nesse momento histórico e com issosofrem sérios abusos de poder do sistema político ou seja da ditadura militar. Jogar a família em crise e deixá-la acreditar na sua própria culpa é um método muito bem vindo para a ditadura para controlar e subordinar o povo, pois com isso a própria família se auto-controla, reprime, entrega e prende indivíduos contrários ao sistema político, facilitando o controle da população.
Em primeiro momentoa culpa é da família, em um segundo momento, quando entram em cena os profissionais psi, com suas opiniões especializadas e competentes, as famílias e seus membros se sentem incompetentes e impotentes em resolver e lidar com os membros diferentes (drogados e subversivos). Resumindo, em primeiro momento a família é considerada culpada, em segundo momento ela nem é mais competente suficiente paramanter uma sociedade saudável. Agora para que o sujeito seja controlado e disciplinado é necessário não só uma escola e uma família, mas sim um profissional especialista psi, pois a sociedade não consegue mais ser saudável sozinha (comentário da autora: normal) sem ser corrigida ou tratada.
Pelo lado sócio-histórico tem de se considerar que nessa década inicia-se a libertação sexual, a liberdade...