Um olhar para a infancia num contexto social

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  • Publicado : 7 de abril de 2012
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INTRODUÇÃO

O módulo História da Infância e da Educação trouxe subsídios que contemplaram as infâncias das crianças de diferentes épocas, permeando de geração a geração, formando um elo entre a teoria a prática do docente da Educação Infantil, e a contribuição desse profissional na vida de cada indivíduo.
A partir desse estudo será contemplado as contribuições advindas dos campos daantropologia, história, pedagogia, psicologia e sociologia na formação da identidade desse ser, que a pouco passou a ser o foco do processo de formação da sociedade.
É nesse jogo silencioso, mas presente/vivo, em que as palavras no contexto, com a situação de vivencia e realização que se configura a infância, conjunto do passado e presente de um mundo cercado de acontecimentos inusitados, que tem sualógica interna, que usa de persuasão para criar um lirismo carregado de utopia que transite do real ao fantástico, e vice-versa para que brote o que hoje a modernidade denomina de infâncias.




Até o século XII a criança estava apagada, suas características físicas eram reproduzidas como as de um adulto apenas uma em escala menor; a essência distanciava-se do ar doce e encantador do período dainfância.
Áries (2006) relata que nas ilustrações bíblicas, pinturas francesas entre tantas outras representações artísticas a criança não tinha uma expressão particular. A trajetória histórica da infância da criança passa a ser representadas na forma realista da vivencia e presença no mundo grego.
Por volta do século XIII que se destacam as crianças ligadas ao sentimento moderno com característicasde seres angelicais, anjos; cuja sexualidade afeminada generalizava a presença da infância. Em seguida a figura do menino Jesus aproxima o início da infância ao ar encantador da criança.
A arte gótica introduz no mundo a nudez infantil e segue assim várias representações fúnebres, angelicais, simbólicas, milagrosas e sagradas; e desta forma foram evoluindo. Os traços do realismo sentimentalatingiram cenas da vida cotidiana e assim foi-se multiplicando a presença da criança na iconografia até florescer no século XIV histórias de crianças pela oralidade de lendas e contos.
Nos séculos XV e XVI começa uma substituição das representações estáticas de personagens meramente simbólicos por pinturas anedóticas. Em meio às atividades do dia-a-dia tinha-se o registro do envolvimento do adulto eda criança no mesmo espaço físico; não havendo distinção de momentos. Essa presença da criança remete também a ideia de que os pintores a incluíam devido a sua graça.
A infância ora era vista como separação do mundo da criança e do adulto; ora uma fase sem importância, como também com descaso pela eventual perda durante seus primeiros dias meses ou anos de vida. Esse sentimento de indiferençapermeia hoje em alguns estados brasileiros devido à precariedade de recursos, como também em países orientais por cultura e/ou controle de natalidade.
As crianças começavam a sair do anonimato tornando-se parte da família em meio os sentimentos de perda que perpetuavam sua existência em vitrais e telas. Somente no século XVII a criança na pintura passa ser referência única ou coletiva, porém deseus pares.
Urge na família o desejo de possuir retratos de seus filhos na infância. Traço que esta presença na modernidade pelas mãos da fotografia com frequência estonteante. Com o cristianismo, a visão de que a alma da criança também era imortal, destacaram-se um período de votos, crenças religiosas, que tornaria possível a recuperação da criança enferma. Costume que está arraigado na populaçãobrasileira e mais presente em regiões em que a modernidade não invadiu com tecnologias estarrecedoras para mentalidades que estão alheias a tamanho desenvolvimento.
O ultimo acontecimento da iconografia infantil foi à aplicação da nudez decorativa do putto ao retrato da criança e que é pratica recorrente em muitos álbuns da contemporaneidade, inclusive no meu.
Sob o olhar da antropologia ao...
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