Um olhar antropologico sobre a questão da pobreza no brasil

Páginas: 16 (3943 palavras) Publicado: 1 de outubro de 2011
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SUMÁRIO

|1. |INTRODUÇÃO................................................................................................. |03 |
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|2.|DESENVOLVIMENTO...................................................................................... |05 |
| | | |
| |CONCLUSÃO................................................................................................... |11 |
|| |
| ANEXO ............................................................................................................ |13 |
| | ||REFERÊNCIAS................................................................................................ | |
| |17 |
1. INTRODUÇÃO

O conceito de opção pelos pobres começou a ganhar corpo, conteúdo e contornos mais precisos a partir da Teologia da Libertação, desenvolvida especialmente e demaneira original na América Latina no último quarto do século XX. Foi a Teologia da Libertação que alertou a Igreja latino-americana para uma nova leitura da Teologia a partir do lugar e da ótica dos povos oprimidos e empobrecidos.
É, portanto, dentro deste contexto geográfico, sociológico e teológico que adquire melhor compreensão o conceito de opção pelos pobres, conceito que naturalmentepassou a integrar a linguagem comum da Igreja latino-americana não somente em sua pregação, mas também em seus documentos oficiais (destacando-se, entre estes, o de Medellín, o de Puebla e o de Santo Domingo) e nos diversos planos pastorais das diferentes Conferências Episcopais da América Latina.
A opção pelos pobres levou a Igreja da América Latina a questionar e a reformular suas práticas emétodos pastorais, impulsionando, ao mesmo tempo, os religiosos a repensarem seu voto de pobreza.
Deste modo, a leitura atual investiga as causas da pobreza e percebem-a como fenômeno resultante de estruturas de poder e de domínio, estruturas geradoras de abismo entre as classes sociais. Pobreza na Idade Média era vista como um estado ou situação; hoje é vista preferentemente comoprocesso. Constata-se, de fato, um progressivo jogo de forças entre as classes sociais. Resultado desse jogo é que poucos saem enriquecidos, e muitos empobrecidos.
As leis são produzidas pelos que domina, a desigualdade recrudesce; não há propriamente pobres, mas empobrecidos, pois, a estrutura não lhes dá chances, tritura-os em suas aspirações humanas mais elementares, reduzindo-os à situação depobreza crescente, a uma “miserabilização” da vida humana.
Este esquema se dá nas relações dentro de cada país. Mas se repete também nas relações entre os países. Os países ricos dominam os países pobres e mantêm-nos na pobreza, ou melhor, num processo de empobrecimento contínuo, não lhes permitindo um maior desenvolvimento, uma maior humanização. São capazes de dar-lhes esmolas, mas nuncase propõem mudar as regras do jogo de maneira a permitir que os países pobres participem um pouco de suas riquezas e conquistas tecnológicas. Criam leis protecionistas para impedir que os produtos dos países pobres (fruto de seu trabalho) atinjam seus mercados. São os países ricos que impõem os preços dos produtos dos países pobres.
Criam slogans falsos para justificar por que são ricos e...
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