Um olhar antropológico sobre a questão da pobreza brasileira

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  • Publicado: 9 de maio de 2011
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UM OLHAR ANTROPOLÓGICO SOBRE A QUESTÃO DA POBREZA BRASILEIRA

1. INTRODUÇÃO
A antropologia pode nos ajudar e muito para compreendermos a pobreza e a exclusão social, de forma relativa, sempre com um olhar de compreensão, conhecimento e respeito pela diferença. O que o país poderia ter feito para reverter esse quadro de pobreza?Ao fazer uma análise histórica, muitosespecialistas afirmam que seria possível o Brasil carregar essa herança de desigualdades.
Uns dos principais fatores determinantes nesse cenário da sociedade brasileira foram a situação secular de dependência. “Primeiro fomos colônia”, depois satélite do capitalismo comercial, sobre tudo inglês. Em seguida, o Brasil foi mercado para os produtos industrializados dos países ricos. Ehoje, somos abrigo rentável para a capital especulativo da finança global. É fundamental um crescimento que gere empregos e que propicie aumento de salário e renda.
Precisamos de justiça social e de um crescimento qualitativo. Não adianta, por exemplo, gerar muitos empregos com péssimos salários.
Assim, a população não pode ter acesso á moradia adequada, aum transporte de qualidade,a uma escola de qualidade.
2. História da desigualdade e exclusão social
Misérias e desigualdades marcam a história de muitos países e de milhões de pessoas há séculos. Resolver o problema é o desafio dos governos.
No entanto não é tão simples quanto parece. São diversos fatores que determinam a condição social da maioria dapopulação que não tem condições de sobrevivência.
Muitos estudiosos acreditam que a partir do capitalismo, a desigualdade tornou-se mais evidente. A pobreza acentuou-se no século XVI com a dissolução do mundo feudal e o surgimento do capitalismo. Houve uma expulsão dos componentes das terras que lhes forneciam meios para subsistência e essas pessoas não tiveram como reproduzir suavida e começaram a viver de ajuda e caridade alheia.
Nesse sentido, um dos importantes nomes da história na discussão do problema é o filósofo Kal Marx, que interpreta a miséria como um instrumento utilizado pelas classes dominantes, para ele , a desigualdade é resultado da divisão de classes entre aqueles que detêm os meios de produção e os trabalhadores, que só tem a força detrabalho para garantir a sobrevivência.
3. Pobreza como privação de liberdade
Pensar no Brasil em um contexto social é estabelecer uma ponte entre o todo e as partes se faz oportuno. As cidades brasileiras são fotografadas das multifaces do Brasil, além de uma população de imigrantes com origem em diversas localidades, as questões sociais apresentam-se na mesma amplitude, comdiferencial, somos um país jovem, com emergência de numerosos problemas.
A constituição de 1988, considerada “cidadã” já aponta que são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o laser, a segurança, a previdência social, a maternidade e a infância, a assistência aos desamparados na forma da constituição.
Certamente que os caminhos nessesmais de vinte anos apresentaram-se pouco pavimentados, ainda muitos obstáculos precisam ser vencidos, quando se desloca o olhar para um país novo não seria demais lembrar dos diversos profissionais que aqui chegaram nas décadas de setenta e oitenta para assumirem as atividades técnicas na área social. Um sonho mediava a ações, colocar em práticas políticas sociais de atendimento ao combate asdesigualdades.
Talvez o de maior relevância para os futuros assistentes sociais seja romper as idéias preconcebidas e preconceituosas de que o assistente social é um profissional do paternalismo, aquele que surge nas horas mais adversas para trazer ajuda, atuando com ações paliativas, isso pode ser qualquer coisa mais não é o que define esse profissional.
4. Desigualdade e...
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