Um comentario sobre a apologia de sócrates

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Colecção Autores Gregos e Latinos
Série Textos

Xenofonte

Banquete Apologia de Sócrates

Tradução do grego, introdução e notas Ana Elias Pinheiro

Introdução - Banquete

Xenofonte

Banquete Apologia de Sócrates
Tradução do grego, introdução e notas de Ana Elias Pinheiro
Universidade Católica Portuguesa - Campus Viseu

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Ana Elias Pinheiro

Autor: Xenofonte Título:Banquete, apologia de SócrateS Tradução do grego, introdução e notas: Ana Elias Pinheiro Editor: Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos Edição: 1ª/2008 Concepção Gráfica: Rodolfo Lopes Obra realizada no âmbito das actividades da UI&D Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos Universidade de Coimbra Faculdade de Letras Tel.: 239 859 981 | Fax: 239 836 733 3000-447 Coimbra ISBN: 978-989-8281-04-3Depósito Legal: 282470/08 Obra Publicada com o Apoio de:

POCI/2010

© Classica Digitalia Vniversitatis Conimbrigensis

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Introdução - Banquete

Índice

Prefácio Banquete Introdução Banquete Apologia de Sócrates Introdução apologia de SócrateS Bibliografia

7 10 13 30 85 87 99 117

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Prefácio
Fazia parte do projecto da Comissão Organizadora do VIII Congresso da InternationalPlutarch Society (2008) publicar, até à data da realização do Congresso, a tradução das obras que, sobre a temática, foram escritas em grego e em latim e de que ainda não exista uma versão fidedigna em Portugal. Entre esses textos encontramse o Banquete, a Apologia de Sócrates e os Memoráveis de Xenofonte, que nos dão de Sócrates uma visão diferente, mas complementar, daquela que nos é transmitida porPlatão. Daí termos solicitado a tradução das referidas obras de Xenofonte à Doutora Ana Elias Pinheiro que há anos as estuda, por terem sido matéria do seu Doutoramento. É precisamente a versão do Banquete e da Apologia de Sócrates do autor da Ciropedia que se inclui neste volume, a que se seguirá o dos Memoráveis. A leitura destas obras talvez surpreenda um pouco quem está habituado ao retratode Sócrates dos diálogos de Platão: grande filósofo, qualidades morais elevadas, amigo estimado e admirado, mas sem espírito prático e com frequência absorto nas suas reflexões. Pelo contrário, o Sócrates que em Xenofonte encontramos é homem prático, virtuoso, útil e prestável aos amigos, que lhe pedem conselhos, mesmo sobre os seus negócios. A versão portuguesa do Banquete e da Apologia deSócrates de Xenofonte passa a pertencer-vos. Com a sua

leitura, a personalidade de Sócrates surgir-vos-á a outra luz e haverá, de certeza, melhor compreensão do que representava para os amigos e para os Gregos em geral. Coimbra, Setembro de 2008 José Ribeiro Ferreira

Introdução - Banquete

Banquete

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Introdução - Banquete

introdução
É por demais conhecida a importância que este tipode evento teve na cultura grega e o papel que desempenhou, durante muito tempo, numa espécie de ‘educação ao longo da vida’ com que a pólis ateniense, à falta de sistema de ensino superior, brindava os seus cidadãos. Vedado, em princípio, às mulheres (como tantos outros acontecimentos da vida ateniense), este tipo de reunião constava de um primeiro momento, o do ‘jantar’, e um segundo de ‘bebida’(potos, de onde symposion, à letra, ‘beber em conjunto’), espaço para discussões de ordem vária e intervalos de lazer, com músicos ou dançarinas; prolongando-se pela noite fora, era normal que os convivas acabassem por beber demais (cf. Platão, Banquete, 176a-d, 215d-e; Leis, 671c), degenerando a festa num clima de orgia, que, contudo, não parece verificar-se no relato de Xenofonte. Os temasescolhidos para discussão eram muitas vezes de ordem cultural, pelo que não admira, pois, que a literatura tenha, e com profusão, dedicado espaço à reprodução destes momentos. Destacam-se, entre os textos mais emblemáticos do género, conhecido como Sympotika, a obra homónima, e decerto contemporânea, de Platão, e, mais tarde, o Banquete dos Sete Sábios e No Banquete, de Plutarco, ou, ainda, o...
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