Tvt nasal

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TVT Nasal – Tumor
Venéreo Transmissível
- um caso clínico

Os autores apresentam uma revisão do TVTC,
Tumor Venéreo Transmissível Canino, em um relato
de caso em cavidade nasal, incluindo clínica, diagnóstico e tratamento. Descreveram um protocolo
completo para tratamento utilizando a associação
de vincristina e ciclofosfamida como conduta antineoplásica e interferon, oral em pequenasdoses diárias, associado ao imunemodulador levamisol, como
bioterapia. Uma revisão bibliográfica. A descrição
segue o mais recente e atual protocolo utilizado na
clínica do autor.

I. H. CANAL1, M. L. Z. DAGLI2,
L. N. TORRES3, L. C. PIVETA4, R. B. CANAL5

1
Ivo Hellmeister Canal, Diretor
Clínico da POLIVET, Policlínica
Cardiologia & Odontologia Veterinária, Itapetininga, SP, BRASIL.
2Maria Lucia Zaidan Dagli, Professor Titular, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da
Universidade de São Paulo
(USP), São Paulo, SP, BRASIL.
3
Luciana Neves Torres, MédicaVeterinária do HOVET-USP (Hospital Veterinário da Faculdade de
Medicina Veterinária e Zootecnia
da Universidade de São Paulo, São
Paulo, SP, BRASIL.
4
Lidiana Cândida Piveta, Estagiária POLIVET, Itapetininga, SP,BRASIL.
5
Raoní Bertelli Canal, Estagiário
POLIVET-Itapetininga SP e aluno da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, São
Paulo, SP, BRASIL.

INTRODUÇÃO
O CASO CLÍNICO – Billy
EXAME ANATOMOPATOLÓGICO
O TVT
TRATAMENTO
DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

modalidade nosológica, mas tão somente oferecer ao clínico veterinário uma das opções
existentes dentre os processos patológicosque
levam seu paciente ao quadro respiratório encontrado. Na oportunidade apresentamos algumas revisões, protocolo citológico para o
diagnóstico TVT, um levantamento bibliográfico das rinorragias e TVT, e também nossa
proposta de tratamento.

INTRODUÇÃO
O CASO CLÍNICO – Billy
Na clínica diária, por vezes encontramos
dificuldades oriundas da pequena freqüência
de alguns casos clínicos.Alguns detalhes de
diagnóstico podem nos passar desapercebidos pela carência de casos. Outro fator importante é que, por vezes, os quadros estão associados, e uma outra identidade nosológica é
altamente sugerida, ou coligada, confundindo e complicando o fechamento de um diagnóstico definitivo.
O presente trabalho relata um diagnóstico de TVT - Tumor Venéreo Transmissível
– nasal e seu tratamento.Não pretende ser
uma inovação terapêutica ou ainda uma nova

A Hora Veterinária – Ano 26, nº 152, julho/agosto/2006

Um cão de seis anos, sem raça definida, macho inteiro, no início do tratamento
com constituição fraca, ECC – Escore de
Conformação Corporal – de 1,5, passando
durante os meses da condução do caso clínico a forte, ECC = 3, não obeso nem magro,
apresentando 20 quilos na épocada
quimioterapia. Não havia recebido quaisquer
vacinas, tratamentos contra ectoparasitas ou
vermifugações quando de sua prima-consulta. Apresentou no exame inicial mucosas levemente hipocoradas, dificuldade respiratória, dispnéia mista, apatia.
15

Em julho de 2004 foi trazido à POLIVET-Itapetininga SP
Policlínica Cardiologia & Odontologia Veterinária com duas
queixas básicas: a de estarcom um abscesso infra-orbitário,
semelhante aos normalmente encontrados com etiologia devida a odontopatias, e com queixa de obstrução nasal e dificuldade respiratória, sendo que em eventos isolados chega a
apresentar epistaxe, ou seja, rinorragia intercorrente. Neste
quadro a proprietária observou o animal espirrando, fungando, e roncando quando dorme. Também foi coletada a informação decatarro nasal ligeiramente hemorrágico, além de odor
nauseabundo. Não se alimentava adequadamente, hiporexia.
Como agravante, Billy pertence à funileira Cida Zambello,
e reside entre a oficina de reparação de carros e a residência de
sua proprietária. Tem fácil acesso à rua. De vida semi confinada, e portanto com todos os riscos inerentes à vida promíscua
e não domiciliada, Billy entra na...
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