Turismo: uma porta aberta para o desenvolvimento

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  • Publicado : 2 de março de 2013
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O fortalecimento do capitalismo gerou uma busca incansável pelo lucro. E esse empenho acabou motivando o crescimento de diversas áreas propícias à geração de renda. Uma delas, sem dúvidas, está no turismo. Tanto é que são raras as nações desenvolvidas ou em estágio avançado de desenvolvimento que não investem neste segmento. Para se ter uma ideia, em um intervalo de 10 anos – entre 1995 e 2005, aOrganização Mundial do Turismo (OMT) registrou um aumento de cerca de 49% no número de chegadas turísticas internacionais em todo o planeta. Enquanto em 1995, 541 milhões de pessoas se locomoveram turisticamente no mundo, em 2005 esse quantitativo de gente chegou à marca de 806 milhões. Isso explica por que em 2006 os ingressos em todo o mundo provenientes do turismo internacional alcançaram 710bilhões de dólares. O que dá uma média de 845 dólares gastos por cada uma das 842 milhões de pessoas que viajaram neste ano.
Mesmo tendo sua valorização ocorrida principalmente a partir da década de 1990, o turismo no Brasil está em constante superação de metas de crescimento. E isso não beneficia apenas quem está diretamente ligado ao turismo, mas sim a todas as mais de 50 áreas que englobam otrade turístico, que engloba desde meios de hospedagem, bares e restaurantes, Centros de Convenções e Feiras de Negócios, agências de viagens e turismo e empresas de transporte às lojas de suvenires e artigos regionais e todas as atividades comerciais periféricas ligadas direta ou indiretamente à atividade turística. É o que se entende como efeito multiplicador, já que muitos são os setores daeconomia que se beneficiam com resultados positivos no turismo.
Mesmo assim, o número de turistas que aterrissam no nosso país – e, obviamente, o capital que é injetado em nossa economia por eles – ainda é muito pouco se comparado ao que poderíamos faturar com esta atividade. Em 2005, por exemplo, o Brasil ocupou o 36º lugar na lista dos destinos mais procurados no mundo. Ainda que tenha sido oúnica da América do Sul a fazer parte dos 40 mais visitados do mundo, esse é um número baixíssimo. Ainda mais quando se percebe que à nossa frente estão locais como a Tunísia, a África do Sul e até a Arábia Saudita.
Se os resultados não animam, a parte boa é que isso significa que ainda há muitas oportunidades a serem exploradas e desenvolvidas nesse setor. Ou seja, uma boa receita que poderíamosestar gerando está disponível no mundo, ainda não foi alcançada por nós. E muitos são os fatores que podem estar dificultando isso. Como, por exemplo, a deficiência no setor aéreo, problemas relacionados à falta de segurança – agravados pelas constantes notícias trágicas que ganharam o mundo, com diversas mortes por balas perdidas, chacinas em locais públicos e disputa entre traficantes por pontosde venda de drogas em comunidades carentes –, estradas em condições ruins e serviços de baixa qualidade. Exatamente por ser um dos maiores processos de desenvolvimento em cadeia da atualidade, é necessário que muitas áreas se desenvolvam de maneira satisfatória para que as chances de conquistar resultados melhores no turismo aumentem. Apor isso, um profissional do turismo necessita manter-seatualizado em assuntos relacionados a diversas áreas. Para isso, deve recorrer sempre à educação continuada.

O direito – e a vontade – de ir e vir

Viajar está longe de ser um hábito do cotidiano contemporâneo. Basta um estudo histórico para descobrir que mesmo na antiga Grécia e em Roma – ou até mesmo antes da idade da escrita – já se identificam viagens realizadas pelos homens. Diferentes dasque vemos hoje, é verdade, mas que não podem ser deixadas de lado ao se estudar a evolução do turismo no mundo. Muitas motivações de viagens surgiram, inclusive, em tempos bem remotos. Os romanos, por exemplo, frequentemente aproveitavam-nas para o lazer, desfrutando do mar, do campo e até das águas termais para isso. As peregrinações religiosas também são antigas, sendo registradas as primeiras...
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