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melhores Contos

Caio Fernando Abreu

Seleção e Prefácio de

Marcelo Secron Bessa
Direção de Edla Van Steen São Paulo 2006

© Cláudia de Abreu Cabral, 2003 Diretor Editorial: JEFFERSON L. ALVES Gerente de Produção: FLÁVIO SAMUEL Assistente Editorial: ANA CRISTINA TEIXEIRA Revisão: ANA CRISTINA TEIXEIRA SOLANGE SCATTOLINI Capa: EDUARDOOKUNO Editoração Eletrônica: ANTÔNIO SILVIO LOPES Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Abreu, Caio Fernando Melhores contos: Caio Fernando Abreu / seleção e prefácio Marcelo Secron Bessa. - São Paulo : Global, 2006. - (Coleção melhores contos). Bibliografia. ISBN 85-260-1018-2 1. Contos brasileiros I. Bessa, Marcelo Secron. II. Titulo.III. Série. 05-8443 Índices para catálogo sistemático: 1. Contos: Literatura brasileira Direitos Reservados A GLOBAL EDITORA E DISTRIBUIDORA LTDA. Rua Pirapitingüi, 111 - Liberdade CEP 01508-020 - São Paulo - SP Tel.: (11) 3277-7999 - Fax: (11) 3277-8141 e-mail: global@globaleditora.com.br www.globaleditora.com.br Nº DE CATÁLOGO: 2405 869.93 CDD-869.93

Marcelo Secron Bessa, carioca, graduou-seem Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Obteve os títulos de mestre e doutor em Letras (Literatura Brasileira e Estudos de Literatura, respectivamente) pela PUC-Rio, onde também lecionou no Departamento de Comunicação Social. De 1999 a 2000, esteve como pesquisador visitante na New York University (NYU). É autor de Histórias positivas (Record) e Os perigosos (Aeroplano) eorganizador, com Jane Galvão e Richard Parker, de Saúde, desenvolvimento e política (Editora 34). Sobre Caio Fernando Abreu e sua obra, escreveu artigos e ensaios, alguns dos quais estão incluídos nos livros Histórias positivas e Os perigosos. Na revista PaLavra, do Departamento de Letras da PUC-Rio, publicou uma entrevista com Caio, realizada, poucos meses antes da morte do escritor.

PREFÁCIOCaio Fernando Abreu morreu, em decorrência de complicações da Aids, em 25 de fevereiro de 1996. Foi uma pena que ele tenha partido naquele momento. Afinal, a despeito do que comumente se pensa, quando se tem 47 anos ainda há muita coisa para viver, para ver, rever e transver. E, no caso de Caio, também ― e principalmente ― para escrever. Também foi uma pena que sua morte tenha ocorrido num momentoprofissionalmente tão especial quanto aquele. Desde o início da década de 1990, alguns de seus livros começavam a ser publicados em diversos países europeus, obtendo boa recepção. No Brasil, sua obra ganhava cada vez mais leitores e, finalmente, uma parcela da crítica e dos meios universitários que ainda eram indiferentes a ela começava a dedicar-lhe alguma atenção. Enfim, era um momento ímpar desua carreira. Assim, se hoje estivesse vivo, Caio certamente ficaria feliz em ver o interesse cada vez maior por seu trabalho. E talvez ficasse um tanto espantado também. Afinal, ele dizia que sua obra ― assim como ele próprio ― caminhava à margem da literatura brasileira. Via-se como uma figura um pouco atípica no campo das letras, sem ter onde se encaixar. No máximo, no plano literário,identificava certa afinidade e familiaridade com João Gilberto Noll, Sérgio Sant’Anna, Lya Luft e pouquíssimos outros. Além disso, Caio costumava reclamar de que a literatura brasileira era feita de bilhetes e telefonemas oportunos e que não tinha muita paciência para lobbies ou autopromoção. Avesso a esses contatos convenientes e a uma certa "diplomacia literária", teria, desse modo, prejudicado adivulgação de sua própria obra. Outro motivo que o fazia sentir-se à margem foi a utilização, em seus textos, de temas rotulados como malditos, que lhe valeram a alcunha de um escritor pesado e baixo-astral. "Eu não sou pesado, mas sim a realidade", ele retorquia. Também falava de rock, astrologia, drogas e sexo, entregava-se sem receios à cultura pop, quando isso

ainda era considerado uma...
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