Trombose

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  • Publicado : 11 de abril de 2013
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RESUMO
A trombose representa elemento importante no mecanismo de oclusão coronária nos pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM). O emprego de trombolíticos, visando reperfusão miocárdica precoce, tem sido utilizado, nos últimos anos, inicialmente por via intracoronária e, posteriormente, por via endovenosa, com resultados satisfatórios. A droga trombolítica mais utilizada até o momentoé a estreptoquinase (SK) que, entretanto, por ter ação sistêmica e promover fibrinólise importante, pode causar sangramentos e dificuldades na realização da revascularização miocárdica (RM) precoce. A baixa mortalidade hospitalar e a boa evolução tardia dos pacientes fez crescer o interesse em utilizar novas drogas fibrinolíticas. O ativador tecidual do plasminogênio (ATP), droga obtida através daengenharia genética, por ter ação seletiva no trombo e conseqüentemente menores efeitos sistêmicos, vem sendo utilizado no tratamento do IAM, quando os doentes são precocemente atendidos.

Palavras-Chave: Fibrinolíticos. IAM.
















1. INTRODUÇÃO
Nos últimos vinte anos, uma série de investigações experimentais e clínicas foram idealizadas e desenvolvidasvisando à redução do tamanho do infarto, a variável mais importante no prognóstico dos pacientes com infarto do miocárdio. Já no final da década de 70, alguns pesquisadores chegaram à conclusão de que as intervenções terapêuticas baseadas na redução da demanda de oxigênio e/ou aumento do fluxo colateral eram insatisfatórias na prática clínica. Por esse motivo, passou-se a procurar métodos quetornassem possível recanalizar a artéria coronária ocluída num período curto de tempo.
Surgiram, então, as primeiras publicações de casos isolados de recanalização mecânica da artéria coronária (com guias metálicos, por exemplo) e injeção local de agentes trombolíticos em pacientes com infarto agudo do miocárdio.
Embora inúmeros estudos experimentais e clínicos tenham sido publicados nosúltimos anos, uma série de questões sobre os efeitos da reperfusão permanece sem esclarecimento. Ao mesmo tempo, do ponto de vista clínico, existem dúvidas quanto aos efeitos benéficos potenciais da reperfusão particularmente em certos subgrupos de pacientes com infarto agudo do miocárdio.
Com o conhecimento dos resultados dos estudos cineangiográficos realizados nas primeiras horas do infartoagudo do miocárdio (IAM) o papel da trombose como fator desencadeante da oclusão da artéria relacionada ao infarto está seguramente estabelecido.
O reconhecimento precoce e o adequado tratamento, baseado no conhecimnto de novas bases fisiopatológicas desta síndrome, podem evitar suas temidas complicações e minimizar os riscos.
Assim, resolveu-se realizar esta pesquisa, com o objetivode verificar as atuais construções acerca da temática e identificar lacunas no arcabouço teórico-conceitual acerca da trombólise no pós-infarto agudo do miocárdio, seja em termos clínicos,cirúrgico, conceitual ou empírico, estimulando estudos posteriores sobre o tema e aumentando a experiência e o conhecimento do autor sobre o assunto em questão.











2. REVISÃO DE LITERATURAA oclusão aguda da artéria coronária por trombo, geralmente superposta em área acometida por placas de aterosclerose, é o evento determinante do infarto agudo miocárdio (IAM)-HARRISON, 2006.
Estudos angiográficos demonstraram a existência de trombos oclusivos durante o curso do IAM, principalmente se realizados precocemente, e em infartos que evoluem com o aparecimento de onda Q,denotando a existência de áreas eletricamente inativas, de natureza freqüentemente transmural.
Trombos têm sido menos consistentemente demonstrados angiograficamente em pacientes que evoluem com o infarto sem-Q, não transmurais. Nestes, que representam uma minoria de casos, supõem-se as seguintes hipóteses patogênicas: trombos inicialmente oclusivos seguidos de fragmentação; ou mecanismos prévios...
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