Tribunal penal internacional

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Máximas e Interlúdios

63. Quem é professor nato considera cada coisa apenas em relação aos seus alunos – inclusive a si mesmo.


Argumentação: Uma das tarefas do professor, segundo Nietzche é sempre conservar nas escolas a leitura dos clássicos. Entretanto as questões de filosofia encontram um lugar fundamental para a constituição de uma cultura. Não existe filosofia, mas filosofias.As conseqüências pedagógicas podem levar os estudantes ao interesse crítico. Deve seguir o professor m rigor conceitual, conduzindo as paixões de seus alunos sem restringir-lhes o conhecimento.
Fonte: Ensino e construção de conhecimento: o processo de abstração reflexionante. Educação e Realidade. Porto Alegre, v.18, jan/jun. 1993;


64. “O conhecimento pelo conhecimento – eia a últimaarmadilha colocada pela moral: é assim que mais uma vez nos enredamos inteiramente nela.


Argumentação: “Assim se expressa Nietzche: “conhecimento pelo conhecimento(...) Todas as estratégias da razão não se fazem senão tendo em vista um telos possível. O calculável não mira senão o total, a soma. (...)E para voltar ao limite das obras mais maduras de Nietszche, Platão teria empregado toda aenergia (...) no sentido de provar que tudo (razão e instintos) tem como o telos, o bem, Deus”
Fonte: Arché e Telos – Iraim Vitor de Oliveira, Roma, 2004 (trad).pag. 40 e 41;
Assim, para Nietsche, a moral, aqui tida como estética, ante a sua mutabilidade temporal, nunca levará a explicação do definido.


65. A atração do conhecimeno seria mínima, se não houvesse tanto pudor a vencer nocaminho até ele.


Argumentação: “OS DISCURSOS DE ZARATUSTRA DAS TRÊS TRANSFORMAÇÕES “Três transformações do espírito vos menciono: como o espírito se muda em camelo, e o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança. Há muitas coisas pesadas para o espírito, para o espírito forte e sólido, respeitável. A força deste espírito está bradando por coisas pesadas, e das mais pesadas. Há oquer que seja pesado? — pergunta o espírito sólido. E ajoelha-se como camelo e quer que o carreguem bem. Que há mais pesado, heróis — pergunta o espírito sólido — a fim de eu o deitar sobre mim, para que a minha forca se recreie? Não será rebaixarmo-nos para o nosso orgulho padecer? Deixar brilhar a nossa loucura para zombarmos da nossa sensatez? Ou será separarmo-nos da nossa causa quando elacelebra a sua vitória? Escalar altos montes para tentar o que nos tenta? Ou será sustentarmo-nos com bolotas e erva do conhecimento e padecer fome na alma por causa da verdade? (...)
(fls.12 – Assim Falou Zaratustra)
“Houve semprei muitos enfermos entre os que sonham e suspiram por Deus; odeiam furiosamente o que procura o conhecimento e a mais nova das virtudes, que se chama lealdade. Olhamsempre para trás, para tempos obscuros; nesse tempo, de certo, a ilusão e a fé eram outra coisa. O delírio da razão era coisa divina, e a dúvida, pecado. Conheço demasiado esses semelhantes a Deus; querem que se acredite neles”
(fls. 16 – Assim Falou Zaratustra)
DOS COMPASSIVOS “Meus amigos, aos ouvidos do vosso amigo chegaram palavras zombeteiras: “Olhem para Zaratustra! Então não passa porentre nós como por entre animais?” Mais valeria dizer: “Aquele que pensa passa pelo meio dos homens como por entre animais”. O que pensa chama ao homem animal de faces vermelhas. E por que é isto? Não será por que teve que se envergonhar demasiadas vezes? Ó! meus amigos! Assim fala o pensador: Vergonha, vergonha! é esta a história do homem;! E por isso o homem nobre impõe a si mesmo o dever denão envergonhar; quer ter recato perante todo o que sofre. Em verdade, não me agradam os misericordiosos, os que se comprazem na sua piedade; são demasiado faltos de pudor.
(fls. 45 – Assim Falou Zaratustra)


65a. É com seu próprio deus que as pessoas são mais desonestas: não lhe é permitido pecar.


Argumentação: “Zaratustra respondeu: “Amo os homens”. “Pois por que — disse o...
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