Tratamento paliativo

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  • Publicado : 8 de março de 2013
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Tempo de Amor – a essência da vida na proximidade da morte
Catalogação (CIP): Maciel, Maria Goretti; Ferreira, Samio; Cruz, Maria das Graças Mota. Tempo de Amor. Editora Difusão 2007, São Caetano do Sul, SP.

A morte permanece em nosso dia-dia, independente de suas causas e formas assistida nos hospitais e instituições de saúde como um fracasso contra o qual se deve lutar. Deixando de lado aheróica ideologia surge um novo panorama compondo as instituições de saúde, ainda bem pouco conhecida no Brasil, é uma especialidade médica na Inglaterra desde 1987 e nos países desenvolvidos já esta consagrada na literatura médica – o tratamento paliativo.
Este livro aborda a filosofia dos cuidados paliativos, em que o doente é mais importante que a doença e tem também o objetivo principal dedivulgar esse modelo de Medicina.
Diferente do modelo paliativo, no modelo curativo, o diagnóstico, o tratamento e a cura das doenças são os objetivos. O grande avanço cientifico e tecnológico da Medicina levou à perseguição obstinada desses objetivos, ou seja, a obstinação terapêutica. A doença tornou-se mais importante que o próprio doente, a humanização foi perdida.
A morte é negada, é vistacomo um inimigo a ser combatido a todo custo.
A Medicina tornou-se intervencionista até e mesmo no momento da morte, muitos pacientes crônicos acabam sendo encaminhados para unidade de terapia intensiva e recebendo procedimentos de prolongamento artificial de vida (distanásia).
Quando a terapêutica com intenção curativa se esgota, é comum os médicos declararem aos pacientes: “não há mais nada parase fazer”, iniciando-se nesse momento a morte social, antes da morte biológica.
Normalmente estes pacientes são renegados dentro do contexto hospitalar: isolados em quartos distantes dos outros pacientes, suas visitas médica e de enfermagem costumam ser menos freqüentes e mais curtas, alem de serem os últimos a receberem medicações e banho.
No modelo paliativo, curar perde a relevância. Ajudaros pacientes viverem bem, apesar de suas limitações, e a morrerem dignamente são os objetivos dos cuidados paliativos.
Segundo a OMS, cuidados paliativos é uma abordagem que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares diante de uma doença que ameaça a vida, por meio da prevenção e do alivio do sofrimento, identificação precoce, avaliação adequada e tratamento da dor,além de outros problemas de ordem física, psicológica, social.
Os princípios para os cuidados paliativos são: controle de sintomas, comunicação adequada, trabalho em equipe e apoio á família. Apesar da conotação passiva do nome, o tratamento paliativo dos sintomas é absolutamente ativo. Os sintomas que perturbam o bem estar e a qualidade de vida dos pacientes, como, como dor, náuseas, vômitos,falta de ar, insônia, depressão e ansiedade podem ser controlados de maneira impecável, restaurando a autonomia, dignidade, vontade de viver e esperança dos doentes.
A comunicação entre os membros da equipe, o paciente e a família deve ser sempre transparente e aberta. A equipe deve estar sempre disponível para as duvidas que possam surgir. A comunicação clara sobre as más noticias deve acompanhartoada a evolução da doença, desde o diagnostico ate a fase final de vida. Isso ajuda o paciente a manter a esperança, a sentir cuidado e seguro, a ter autonomia para conduzir a sua própria morte: escolher o local da morte, em casa ou no hospital, partilhar os bens, despedir-se, perdoar e providenciar seu próprio funeral.
É fundamental que os cuidados paliativos sejam aplicados por equipesmultiprofissionais como formação especifica no cuidado humanizado. O tripé: equipe, paciente e família devem caminhar sempre em harmonia para que ocorra o sucesso da abordagem.
No modelo paliativo, a família e os amigos do paciente também são amparados pela equipe. Eles são ensinados a cuidar e a conviver da melhor forma possível com o sofrimento do ente querido. Na fase final de vida do doente, a...
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