Tratamento em caps ad de mulheres dependentes quimicas

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  • Publicado : 14 de junho de 2012
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1 INTRODUÇÃO

Dados do Ministério da Saúde 2010 indicam que a necessidade de atendimento regular psicológico atinge cerca de 6 a 8% da população quanto a transtornos decorrentes ao uso prejudicial de álcool e outras drogas, embora existam ainda estimativas mais elevadas.
Esses dados revelam a amplitude do problema dependência química a ser enfrentado. Contando com poucos estudos recentes,estima-se que uma grande parte das pessoas com transtornos mentais leves está sendo atendida na Atenção Básica (queixas psicossomáticas abuso de álcool e drogas, dependência de benzodiazepínicos, transtornos de ansiedade menos graves etc.), (MINISTERIO DA SAUDE, S/D).
A realidade das equipes do CAPSad demonstra que, cotidianamente, elas se deparam com problemas de “saúde mental”. Por sua proximidadecom famílias e comunidades, a equipe do CAPSad é um recurso estratégico para o enfrentamento de agravos vinculados ao uso abusivo de álcool, drogas e diversas formas de sofrimento psíquico(MINISTERIO DA SAUDE,S/D).
Esse problema se torna ainda mais sério quando se trata da mulher ser a dependente, porque ainda hoje ela é um alicerce fundamental na estrutura de uma família, mãe, mulher, trabalhadorae dona de casa, sem dúvida que apesar das mudanças ao longo dos anos da figura feminina ela ainda tem um papel essencial dentro da sua família o que quando ela esta abalada pode colocar uma situação muito complicada para o restante dos integrantes dessa família (MINISTERIO DA SAUDE, S/D).
trabalho oferecido onde o dependente tem uma liberdade e uma assistência muito mais diversificada sendo quetem um leque de profissionais capacitados e diversos para auxiliar na recuperação de dependentes, ampliando este trabalho atenderia uma parte ainda maior de dependentes e suas famílias .
Com base nisso a presente pesquisa busca conhecer: Como o psicólogo de um CAPSad de SC, percebe o comportamento de mulheres dependentes químicas, durante o tratamento?

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 A REFORMAPSIQUIÁTRICA NO BRASIL

AMARANTE (1995, p.82) explica:

Enfim, a nova etapa (...) repercutiu em muitos âmbitos: no modelo assistencial, na ação Cultural e na ação jurídico política. No âmbito do modelo assistencial, esta trajetória é marcada pelo surgimento de novas modalidades de atenção, que passaram a representar uma alternativa real ao modelo psiquiátrico tradicional.

Assim, para Amarante(1995), na década de 1970 são registradas várias denúncias quanto à política brasileira de saúde mental em relação à política de privatização da assistência psiquiátrica por parte da previdência social, quanto às condições (públicas e privadas) de atendimento psiquiátrico à população.
É nesse contexto, que no fim da década citada, surge a questão da Reforma Psiquiátrica no Brasil. Pequenos núcleosestaduais, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais constituem o Movimento de Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM). No Rio de Janeiro, em 1978, eclode o movimento dos trabalhadores da Divisão Nacional de Saúde Mental (DINSAM) e coloca em xeque a política psiquiátrica exercida no país, pois havia maus tratos de pacientes e também tendo uma série de problemas administrativoscomo baixos salários aos profissionais e falta de capacitação para atuar. A questão psiquiátrica é colocada em pauta neste momento sendo que o movimento da Reforma Psiquiátrica Brasileira tem como estopim o episódio que fica conhecido como crise da DINSAM (Divisão Nacional da Saúde Mental), órgão do Ministério da Saúde, onde começou a se ter a ideia da reforma em si sendo planejada outraestrutura psiquiátrica brasileira onde seria cada vez mais extinta a ideia de manicômio (AMARANTE, 1995).
Destacando-se neste período a relação entre a Reforma Psiquiátrica e a Reforma Sanitária que teve influencia constitutiva no movimento de reforma psiquiátrica. Nos primeiros anos da década de 1980 os dois movimentos se unem, ocupando os espaços públicos de poder e de tomada de decisão como forma de...
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