Trapoeraba

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FACULDADE DE AGRONOMIA, MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA – FAMEVZ
DEPARTAMENTO DE SOLOS E ENGENHARIA RURAL
CURSO DE AGRONOMIA

JÉSSICA APARECIDA NEVES DE ARAÚJO
LAURA STELLA FERREIRA

RELATÓRIO MATOLOGIA

CUIABÁ, MT
15/04/2013

JÉSSICA APARECIDA NEVES DE ARAÚJO
LAURA STELLA FERREIRA

RELATÓRIO MATOLOGIARelatório apresentado à disciplina
de Matologia, do curso de graduação
em Agronomia da Universidade Federal
de Mato Grosso, sob orientação do
Prof.Dr.Sebastião Carneiro .

CUIABÁ, MT
15/04/2013
INTRODUÇÃO
Com o objetivo de se testar métodos de aplicação deherbicida em laboratório, foi se realizado um experimento avaliando aplicações do herbicida Chlorimuron em duas concentrações e com diferentes quantidades de gotas por folha, em folhas de Commelina benghalensis.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A família Commelinaceae apresenta entre 40 e 50 gêneros, com cerca de 700 espécies. As espécies infestantes que ocorrem no Brasil concentram-se em quatro gêneros;destes, o Commelina é o mais importante, com ampla distribuição no Brasil, sendo conhecido pelo nome comum de trapoeraba. A trapoeraba (Commelina benghalensis L.) é uma planta daninha perene, herbácea, ereta ou semi-prostrada, com reprodução por sementes e vegetativa.
A espécie apresenta preferência por solos argilosos, úmidos e sombreados. É a mais importante planta desse gênero no Brasil,onde provoca perdas significativas de produtividade em culturas agrícolas e dificulta as operações de colheita.
A trapoeraba é uma das principais espécies infestantes em culturas perenes como café, fruteiras e em áreas de reflorestamento, devido às condições de ambiente favoráveis (úmidos e com baixa luminosidade) e à utilização de métodos de controle ineficientes.
Além da competição (danodireto), há também o dano indireto, que as Commelinas podem causar: C. benghalensis é reservatório do nematóide Meloidogyne incognita e do vírus do amendoim; C. diffusa é hospedeiro alternativo de Cuscuta filiformis L. e do M. arenaria, assim como do vírus do mosaico do pepino.
O controle mecânico é ineficiente devido à facilidade de propagação vegetativa da espécie. Já o controle químico pode serlimitado, uma vez que a maioria dos herbicidas têm se mostrado ineficientes, em aplicação única, para o controle de espécies do gênero Commelina na fase adulta, com exceção do 2,4-D. E o uso sucessivo do glyphosate, que é um herbicida de amplo espectro de controle de plantas daninhas e pouco eficiente no controle da trapoeraba, tem favorecido o aumento da importância dessa espécie em lavourasperenes.
Mesmo com uso de herbicidas, C. benghalensis é uma planta daninha de difícil controle. Não é incomum observar no campo situações de escape, independentemente se a aplicação foi na pós ou pré-emergência da trapoeraba. Um dos motivos para isso acontecer é a proteção que as bainhas exercem sobre as gemas, evitando assim o contato direto dos herbicidas que são aplicados como pós-emergentes; domesmo para aqueles aplicados diretamente sobre o solo (pré-emergentes), em função das sementes que germinam nos rizomas até 12 cm de profundidade. Neste caso, há o escape pela pequena percolação (lixiviação) dos herbicidas no perfil do solo, e que não conseguiram atingir as sementes mais profundas.
A Tabela 1 indica herbicidas utilizados para o controle da C. benghalensis e seu provávelnível de controle.

Chlorimuron-ethyl
É um herbicida do grupo químico sulfoniluréia, que age inibindo a enzima ALS, bloqueando a síntese dos aminoácidos valina, leucina e isoleucina. No Brasil, encontra-se registrado para a cultura de soja, sendo usado em pós-emergência para controle de espécies de folhas largas em estádios iniciais de desenvolvimento. É absorvido principalmente pelas folhas e...
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