Transtornos de comportamento antissocial

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UNIVERSIDADE XXXXXXXXXXXXXXX
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – CCBS
CURSO DE PSICOLOGIA


TEMA: TRANSTORNOS DE COMPORTAMENTO ANTISSOCIAL
ALUNO: XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
ORIENTADORA: XXXXXXXXXXXXXXXXX


1. INTRODUÇÃO
O transtorno de personalidade anti-social (TPAS) é um diagnóstico operacional proposto pelo Manual Diagnóstico e Estatístico dos TranstornosMentais (DSM-IV, APA, 1994), com a finalidade de melhorar sua confiabilidade diagnóstica por meio da definição de comportamentos observáveis e da personalidade subjacente inferida. O desenvolvimento do Psychopathy Check List Revised (PCL-R; Hare, 1991) foi um passo importante para a identificação de características-chave do TPAS. A análise fatorial dos itens do PCL-R sugere a ocorrência de doisgrupos principais de sintomas. Os itens agrupados no fator I refletem as anormalidades de relacionamentos interpessoais, incluindo falta de empatia e de sentimentos de culpa e outros comportamentos relacionados, como mentir, trapacear e manipular. Os itens componentes do fator II referem-se à dificuldade em adaptar-se às normas sociais e à impulsividade (Revisto por Del-Bem, Cristina Marta, 2005).Uma característica essencial do TPAS é a impulsividade, que poderia ser definida como uma tendência para escolhas de comportamentos que são arriscados, mal adaptados, pobremente planejados e prematuramente executados (Evenden, 1999; Revisto por Del-Bem, Cristina Marta, 2005). A impulsividade pode se expressar de diferentes maneiras, que vão desde a incapacidade de planejar ofuturo, com o favorecimento de escolhas que proporcionem satisfação imediata e sem levar em conta as conseqüências para si e para os outros, até a ocorrência de comportamento violento ou agressivo (Del-Bem, Cristina Marta, 2005).
Com relação ao comportamento agressivo freqüentemente observado em pacientes com TPAS, tem sido proposta uma distinção em duas categorias, baseadas nasua forma de apresentação. A agressividade poderia ser classificada como afetiva versus predatória (Raine e colaboradores, 1998; Revisto por Del-Bem, Cristina Marta, 2005), ou reativa versus operativa (Blair e colaboradores, 2001; Revisto por Del-Bem, Cristina Marta, 2005). A agressividade afetiva ou reativa se manifestaria em resposta a eventos ou situações que provocassem sentimentos defrustração, raiva ou medo no indivíduo. Já a agressividade operativa ou predatória seria planejada e executada de maneira calculada para se atingir um objetivo claramente específico. A justificativa para a diferenciação do comportamento agressivo em duas categorias é a hipótese de que essas manifestações comportamentais seriam processadas por substratos neurais distintos (Raine e colaboradores, 1998; Blaire colaboradores, 2001; Revistos por Del-Bem, Cristina Marta, 2005).
Os estudos epidemiológicos mostram que o TPAS é comum, com 2% a 3% de risco durante a vida, causando sofrimento social significativo, como desagregação familiar, criminalidade e violência (Robins e colaboradores, 1991; Revisto por Del-Bem, Cristina Marta, 2005). Como seria de se esperar, a prevalência ésignificativamente maior em instituições destinadas a infratores que em estudos à comunidade. Cerca de metade dos prisioneiros nos EUA preenche os critérios do DSM-IV para TPAS (Singleton e colaboradores, 1998; Revisto por Del-Bem, Cristina Marta, 2005), e a prevalência entre pacientes de hospital psiquiátrico de segurança máxima ficaria em torno de 40% (Coid e Cordess, 1992; Revistos por Del-Bem,Cristina Marta, 2005).
A comorbidade com outros transtornos de personalidade, especialmente o transtorno de personalidade borderline (TPB), é bastante comum. A apresentação clínica do TPB, baseada em critérios diagnósticos politéticos (DSM-IV, APA, 1994) é bastante heterogênea, mas as suas dimensões centrais seriam refletidas por três fatores: dificuldades de relacionamento...
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