Transtorno Dism Rfico Corporal

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Transtorno Dismórfico Corporal

Transtorno onde o paciente manifesta um sentimento subjetivo global de ser feio em algum aspecto.
Seu ápice é atingido quando surge o medo de não ser atraente ou de ser repulsivo.
Essa condição foi reconhecida como transtorno há mais de 100 anos por Emil Kraepelin. Porém, apenas em 1980, no DSM III, a dismorfia foi mencionada nos critérios diagnósticos, sendo amplamente reconhecida e estudada na Europa.
O transtorno dismórfico corporal é uma condição mal estudada pois, em geral, os pacientes tendem a consultar dermatologistas e cirurgiões plásticos, por exemplo, ao invés de recorrer à ajuda psicológica.
A causa do transtorno é desconhecida. Entretanto, é certo de que os conceitos estereotipados de beleza causem bastante influência em seu agravamento.
De acordo com o DSM IV-TR, o diagnóstico é dado quando há preocupação com um defeito imaginativo na aparência ou ênfase excessiva em um defeito mínimo por parte do paciente. Em ambos os casos, o paciente é imerso em um sofrimento emocional muito grave, influenciando de forma negativa sua capacidade de desempenho. Outra característica importante para que seja dado o diagnóstico é que a preocupação com a aparência não é melhor explicada por outro transtorno mental.
Há um contraponto na forma de comportamento que cada portador do transtorno apresenta. Enquanto alguns adquirem uma necessidade excessiva de verificar o espelho constantemente, outros evitam e até fogem de qualquer contato com alguma superfície refletiva.
O descontentamento com a aparência chega muitas vezes ao ponto de levar ao paciente (ainda não diagnosticado) à buscar intervenção cirúrgica. Por conta disso, é incerta a estimativa de quantas pessoas possuem o transtorno. O fato é que a realização de cirurgias plásticas pode gerar um resultado inesperadamente malsucedido. O paciente, com o tempo, percebe que o resultado da operação foi insatisfatório. O ideal seria a busca por ajuda psicoterápica para tentar compreender a

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