Transtorno bipolar de humor

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  • Publicado : 31 de outubro de 2012
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Relato

Preconceito no Tratamento Psiquiátrico do Transtorno Bipolar do Humor


Olá amigo (a) leitor (a),


Hoje vamos falar de algo muito presente ainda em nossa sociedade: "preconceito". Mas hoje não falaremos de preconceito em transtorno bipolar do humor. Invertermos os papeis e falaremos do "estigma" que os "médicos da psiquiatria" sofrem.

O Bipolar Brasil fala muito de TranstornoBipolar do Humor, da doença em si mas não pode esquecer que sem a existência dos profissionais da saúde mental o tratamento da doença seria "nulo". Trazer a sociedade a conscientização de que os profissionais da saúde mental são "pessoas que ajudam" e que de algum modo cuidam de nossa saúde de maneira exemplar é um caminho que acreditamos que "soma" ainda mais contra todo o tipo de preconceito eestigma que possa existir em saúde mental no Brasil.


Para tanto farei uso de um texto de Fevereiro de 1998 escrito originalmente por Louise num site chamado "Mental Health" que eu gosto muito. Embora o texto tenha mais de uma década e seja particularmente reflexo de uma sociedade americana, observem que mudou o ano (2010), que mudou o País (Brasil), mas a estória é muito recente! E isso defato é o que me chamou atenção.


Talvez, a partir daí eu me senti motivado a reforçar o que Louise dizia em seu "desabafo", e, reforçar ao leitor do Bipolar Brasil sobre pontos importantes. E eu acredito que este texto que leremos a seguir seja de grande valia aos bipolares "resistentes" a ideia de se "tratarem". É destinado àqueles bipolares que munidos dos mesmos argumentos da autora (Louise)se negam ao tratamento (quando num primeiro momento, sentem algum tipo de medo etc). E que ao observarem e refletirem após lerem o artigo tomem alguma decisão. E que essa decisão seja a "adesão ao tratamento". Ao menos eu ficarei na torcida, é por isso, que eu aposto no Bipolar Brasil. Aposto, porque como costumo dizer: Eu acredito em você! Acredito em nós!

Eis Louise e seu texto (reproduzo demaneira sintetizada por se tratar de uma tradução para a língua portuguesa, no final do artigo cito a fonte com o texto original em inglês para quem quiser lê-lo na íntegra sem a intervenção da tradução que eu fiz):





LOUISE ESCREVE...

Nossa sociedade ainda age com cabeça a moda antiga e velhas ideias sobre psiquiatras. Foi o que aconteceu comigo. Foi o caso de muitas outras pessoas,cujas opiniões eu tanto temia e valorizava. Durante o ano passado eu sofri uma grave depressão. Tudo começou em Fevereiro. Eu não recebi qualquer tipo de tratamento adequado até Outubro, quando eu finalmente fui a um psiquiatra. Porque demorei tanto para buscar ajuda em médico psiquiátrico?

MEDOS

1. Primeiro, um forte sentimento de negação do meu problema. Eu era uma profissional cuja carreiradependia da minha mente. Meu cérebro tinha de ser assim. Eu poderia facilmente aceitar um braço ou perna quebrados, mas não um cérebro quebrado. Se eu fosse mentalmente doente, minha vida iria entrar em colapso.

2. Em seguida, um sentimento de vergonha. Eu? Num psiquiatra? Os psiquiatras tratam de pessoas com doenças mentais. Eu não posso ser uma doente mental! (...) Quem vai cuidar de mim?Como eu vou trabalhar? Se eu tiver que trabalhar, como eu vou conseguir retornar ao trabalho?

3. Em seguida, uma sensação de medo. E seu eu fosse entrar numa enfermaria psiquiátrica no hospital? Seria uma vergonha! Quem poderia me visitar lá? Outras doenças que trazem hospitalizações são honradas. As pessoas trazem flores e presentes. As pessoas vêm visitar. Mas em um hospital psiquiátrico! Todomundo vai estar muito envergonhado de fazer a visita. Oh, será terrível!

4. E minha carreira? Se eu estivesse em um hospital psiquiátrico, minha carreira estaria no fim. Eu nunca poderia esperar uma promoção no trabalho. Eu perderia todo o respeito dos colegas... A morte seria melhor do que toda essa vergonha. Como eu poderia voltar para o padrão normal das minha atividades?


5. Será que...
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