Transplante

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  • Publicado : 8 de abril de 2013
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INSUFICIÊNCIA RENAL






















1. TRANSPLANTE RENAL

Nas últimas décadas a medicina tem apresentado uma evolução surpreendente, desenvolvendo diversas técnicas de tratamento e uma alta sofisticação diagnóstica, o que resultou, principalmente, na melhora da qualidade de vida dos que sofrem de uma enfermidade e no prolongamento da vida dos mesmos.Contudo, o adoecer continua sendo um processo doloroso, tanto para os que sofrem da patologia quanto para a família.
Uma doença que traz inúmeras inseguranças para o acometido é a insuficiência renal crônica. Ela se caracteriza pela perda progressiva e irreversível da função renal, exigindo, dessa forma, renúncias do seu portador, assim como a adaptação de sua vida a uma nova situação: a dedoente. Essa enfermidade, em geral, pode vir acompanhada de algumas reações emocionais, tais como ansiedade, tristeza, dor, medo, solidão e até, em alguns casos, da ameaça iminente de morte.
Para lidar com esta dimensão existencial que se potencializa no adoecimento renal, surge a Psiconefrologia, uma vertente da Psicologia Hospitalar a qual vem ganhando força e espaço. Ela tem o intuito deestudar e trabalhar emocionalmente os pacientes, os doadores e as famílias, buscando minimizar o impacto causado pela doença e auxiliando na aderência ao tratamento.
Os tratamentos habituais para essa doença são: hemodiálise, diálise peritoneal e CAPD (Continuous Ambulatory Peritonial Dialysis). Contudo, esses tratamentos, por terem um prognóstico obscuro e significarem uma dependênciacontínua, geram complexas reações.
Como forma alternativa de livrar o paciente desses tratamentos e favorecer uma melhor qualidade de vida, surgiu o transplante renal.



1.1. TRANSPLANTE RENAL: ASPECTOS CLÍNICOS E PSICOLÓGICOS


Os sintomas da insuficiência renal só começam a aparecer quando cerca de 50% da função renal fica comprometida, impossibilitando, assim, os rins deexercerem adequadamente suas funções, o que leva o portador a um tratamento ambulatorial.
Inicialmente, o paciente deve submeter-se a um tratamento conservador, que consiste no controle da doença básica, da hipertensão arterial, da dieta alimentar e de possíveis agravantes da perda da função glomerular. Quando essa terapêutica já não se mostra tão eficaz, é recomendado o tratamento renalsubstitutivo: diálise peritoneal, hemodiálise ou transplante. Para o último, são necessárias avaliações clínicas, preparação cirúrgica e/ou espera em lista, o que faz com que muitos pacientes iniciem hemodiálise ou diálise peritoneal antes da intervenção cirúrgica. Isso leva o paciente a um debilitamento físico e emocional.
Entretanto, de acordo com Uryn (1992), quando o paciente renalfica sabendo que pode se submeter ao transplante “passa a ter esperança idealizada de cura. Encara a cirurgia como uma chance que lhe foi dada, já que com o avançar da doença compromete-se e debilita-se física e emocionalmente dia após dia. Surge, neste momento, o sentimento onipotente de que poderá renascer” (op. cit., p. 279).

1.2. O DOADOR

A adequação entre doador e receptor dependeda compatibilidade anatômica do órgão, da tipagem sangüínea e, principalmente, da semelhança de HLA – obtida por prova cruzada, teste de microlinfotoxicidade que visa a detectar anticorpos citotóxicos contra o antígeno HLA do doador presentes no soro do receptor. No caso de um paciente em lista, o tempo de espera por um rim e seu estado clínico no momento do transplante determinarão o seurecebimento ou não. Esses pacientes receberão o órgão de doadores cadáveres, ou seja, aqueles pacientes que se encontram em “morte encefálica” nos hospitais. Para que isso ocorra é necessário que haja a aprovação da família.
Após trabalhos com as famílias, foram notadas algumas reações com relação à morte do parente, como: sentimento de culpa, não aceitação da perda, fantasias de imortalidade,...
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