Transplante

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  • Publicado : 2 de dezembro de 2012
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Terapia e evoluçao do transplante.


A Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos divulgou recentemente que no primeiro trimestre de 2012 houve crescimento de quase 25% no total de transplantes no país em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os dados publicados, chama a atenção o volume de procedimentos de medula óssea, cujo acréscimo foi de 30%. Foram 281 transplantes, mais dametade dos casos registrados em 2011. Desses, praticamente todos foram autólogos, ou seja, transplantes com material do próprio indivíduo.

Segundo o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH), há aproximadamente 600 pesquisas clínicas em andamento para explorar o potencial do sangue de cordão umbilical, sendo em torno de 50% focadas na área de neurologia, como paralisia cerebral,AVCs, aplicação em bebês prematuros e doença de Alzheimer. Além disso, outros importantes estudos estão em desenvolvimento com o diabetes tipo 1 e autismo. Os outros 50% são estudos para aprimorar o uso do sangue de cordão umbilical nas áreas de doenças genéticas ou malignas do sangue - como as leucemias e linfomas - e doenças do sistema imunológico, para as quais as células do cordão sãoalternativas ao transplante de medula óssea.

A ampliação das aplicações do sangue de cordão umbilical em doenças degenerativas e incapacitantes já conta com a imensa mobilização da comunidade científica internacional. Profissionais médicos e pesquisadores estão progredindo significativamente e avaliando a segurança e eficácia das células-tronco dessa origem muito além do seu uso apenas em tumores edoenças sanguíneas. A novidade é que essas pesquisas já estão em sua última etapa, a fase clínica, quando são aplicadas em seres humanos e, caso sejam comprovadas, vão gerar opções terapêuticas para beneficiar muitos pacientes portadores dessas doenças.

Estatísticas americanas estimam que, com os avanços na medicina regenerativa, aproximadamente um em cada três indivíduos poderão se beneficiar desserecurso dentro das próximas décadas com um passo à frente para usufruírem das novas terapias. Além da coleta do sangue de cordão umbilical ser a única forma de armazenar as células-tronco sem riscos anestésicos e cirúrgicos no futuro, o material está disponível para utilização a qualquer momento, ao contrário de outras formas de obtenção para uso em transplantes. Ainda há muito a avançar, porém aevolução da ciência nos aponta para um caminho promissor e com avanços imensuráveis.











A história do transplante começa com as primeiras tentativas de transfusões de sangue no século XVII e com o aprimoramento das técnicas de sutura. O grande uso das transfusões durante a I Guerra Mundial (1914-1918) propiciou o surgimento dos bancos de sangue para armazenagem e foi umimportante passo para os primeiros transplantes de órgãos iniciados no século XX. De lá pra cá, entre erros e acertos, atualmente o transplante se tornou a melhor terapia substitutiva para aquele órgão que não possui mais chances de se recuperar e funcionar normalmente.
Especificamente sobre transplante de rins, o número dessas cirurgias tem aumentado a cada ano. Segundo a Associação Brasileira deTransplantes de Órgãos – ABTO, em 2010, foram realizados 4.680 transplantes renais - um aumento de 8% em relação a 2009. "Apesar do bom resultado, este crescimento ainda é muito tímido", diz a nefrologista Sandra Vilaça, especialista em transplante renal do Hospital Felício Rocho, de Belo  Horizonte, Minas Gerais. "Infelizmente, este número não reflete o Brasil como um todo, devido às grandes variaçõesentre os Estados. Enquanto o Sudeste faz a maior parte dos transplantes, o Norte faz muito pouco. E há também o problema da demanda ser maior do que a oferta", pondera Sandra.
O aumento dos transplantes renais se deve a melhorias nas políticas relacionadas a esse procedimento; aperfeiçoamento dos profissionais envolvidos; avanços na técnica cirúrgica, como a nefrectomia por videolaparoscopia...
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