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No outro extremo dessas discussões estão as populações do nordeste setentrional, ansiosas por ver seus rios e açudes alimentados com as águas do São Francisco.
Considerando e respeitando todos os pontos de vista, podemos dizer que num ponto todos concordam, o rio precisa urgentemente de uma revitalização, que não acontecerá de um dia para o outro. A revitalização aparece então como remédio paraviabilizar o projeto, fazendo com que parte da população, que outrora eram contra, agora se mostrem à favor, desde que seja feita a recuperação das matas ciliares e até uma interligação entre bacias.
Todos também concordam que o rio promove desenvolvimento por todas as cidades por onde passa.
Por que água em abundância promove vida abundante. E é claro, que em todos esses lugares o rio éutilizado em menor ou maior escala pela agricultura de subsistência e no agronegócio. E quem ganha mais com isso? Certamente, ninguém discorda que as classes mais abastadas se beneficiam mais, ganham mais dinheiro que as outras. E isso é fácil de entender, pois estamos vivendo o modelo capitalista numa sociedade capitalista. Onde quem tem mais ganha mais, é a lógica matemática capitalista, ondetodos ganham direta ou indiretamente. Alguns aspectos devem ser considerados pelas comunidades ribeirinhas que se esquecem que os empresários investindo seu capital, promovem desenvolvimento e geração de emprego, fazendo com que as cidades cresçam e se desenvolvam em todos os aspectos.
Analisemos a situação das cidades de Juazeiro e Petrolina, com seus projetos de irrigação exportando frutas para omundo, transformando a região num pólo universitário com várias faculdades estadual, federal e particular, bem como cursos técnicos profissionalizantes. Essas cidades com seu comércio aquecido, não para de atrair investimentos para região, gerando cada vez mais empregos. Agora pense o que seria dessa região sem o Velho Chico? Certamente Juazeiro seria mais uma cidadezinha pacata e subdesenvolvidado interior da Bahia. Porém se perguntarmos a um ribeirinho assalariado quanto dinheiro ele ganha com o rio, ele possivelmente responderá, “nada”, o que não é verdade, todos dependem do rio, tanto o empresário do agonegócio quanto o do ramo de confecções, bem como, o assalariado. Essa falta de entendimento causa uma confusão na opinião das comunidades ribeirinhas, fazendo com que estas nãoreconheçam seu real papel no contexto. Considerando que as águas do rio, ao chegar no nordeste setrentional e seco promoverá desenvolvimento e geração de empregos, fazendo com que aquelas pessoas que lá moram não precisem sair de suas regiões nem abandonar suas terras para vir morar nas periferias e favelas de cidades industrializadas, diminuindo dessa forma a oferta de mão de obra desqualificada nessasregiões, esse fenômeno pode valorizar o trabalhador local, melhorando sua qualidade de vida. Isso faz pensar, se não vale à pena lutar por uma transposição que seja capaz não só de levar água para matar a sede de pessoas e animais, más também de promover desenvolvimento social fortalecendo e aumentando os laços entre essas regiões. Cumprindo, assim, com aquela que parece ser a vocação do Rio daIntegração. Outro aspecto positivo é o fato de que as cidades que serão banhadas pelo rio, vão engrossar as fileiras dos defensores dele. Talvez essas comunidades se tornem as mais fervorosas defensoras do nosso rio, pelo fato de não quererem perdê-lo e voltarem ao seu estado inicial.

dezembro
2005
O Sertão Vai Virar Mar?
Por que a transposição do rio São Francisco é tão polêmica?
por VivianePalladino
Porque, apesar de estar sendo discutida há mais de 150 anos (a primeira vez que alguém teve a idéia de transpor o terceiro maior rio do país foi em 1847, no governo de dom Pedro 2º), não há consenso sobre se ela é a melhor maneira de acabar com a seca no Nordeste. De um lado, defensores lembram que a quantidade de água disponível por habitante no semi-árido nordestino é menos da...
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