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1. 0000000000002 A Ciência na idade médiaA supremacia da Igreja Católica sobre o pensamento científico
Segundo Kosminsky (1960), a ciência, encontrava-se nessa época sob forte influência da Igreja Católica. A autoridade da Igreja impunha sua doutrina como verdade que não podia ser discutida. Do mesmo modo, alguns escritores antigos, como Aristóteles, gozavam de tratamento semelhante. Por isso, muito pouco conhecimento a ciênciaacumulou neste período. A esta ciência foi dado o nome de escolástica e, sua finalidade principal era demonstrar a verdade da doutrina da Igreja Católica.Os sábios medievais acreditavam que a terra tinha forma de disco e consideravam um absurdo a crença em sua esfericidade. Somente no século XIII esta crença obteve alguma aceitação por alguns sábios que vieram a ter conhecimento da teoria de Ptolomeu.Porém, ainda acreditavam que a terra era o centro do universo. Em geral, as noções verídicas encontradas nos escritores antigos eram tidas por estes sábios como ideias fantásticas. A Igreja, temendo perder sua autoridade, reprimia toda ideia que poderia traçar novos caminhos para a ciência, impedindo seu livre desenvolvimento. Mesmo assim, houve alguns sábios na Idade Média que ousaram com algumasideias e descobertas novas. Um deles foi Roger Bacon, que no século XIII foi condenado pela Igreja Católica ao encarceramento por ensinar que a experiência e a matemática eram à base da verdadeira ciência. Durante toda essa época a Igreja foi o maior obstáculo para o progresso do conhecimento científico. O obscurantismo do clero combateu longa e encarniçada mente a nova ciência, que lentamente semanifestava, baseada na experiência e na razão. Contudo, tais empecilhos não podiam deter seu desenvolvimento.A luta entre a Igreja e a ciência refletia a luta de classes entre o feudalismo e a então progressista burguesia. Entretanto, depois da vitória, a própria burguesia se aliou à religião, a fim de desviar a atenção das massas populares exploradas e mantê-las em estado de submissão.Os novosrumos da cultura eram inevitáveis e a Igreja se apercebia disto. Assim, segundo Franco Jr. (1986), em 1179, no III Concílio de Latrão, a Igreja Católica reconheceu que as escolas clericais não eram suficientes e, sem abrir mão do controle, foi permitido a licença docente a todos que fossem considerados aptos por ela. Deste modo,surgiram as escolas privadas, embora ainda sob o monopólio da Igreja.Foram destas escolas que, no século XIII, após fixarem-se e unirem-se, deram origem às universidades.

As ciências naturais

Neste mesmo contexto em que Franco Jr. relata a origem das universidades, segundo Heer (1968), as ciências naturais começaram a mostrar-se independentes, ainda que, num papel particularmente ambíguo. Quem se interessasse pelos segredos da natureza e ousasse investigarpor meio de experiências, ficava comprometido em perigosa associação com os mágicos, feiticeiros e alquimistas; isto é, com os conspiradores dedicados a descobrir os segredos que Deus velara de mistérios. Ronan (1983),acrescenta que mesmo entre os cristãos havia divergências no que diz respeito ao estudo do mundo natural criado por Deus. De um lado, havia aqueles que ignorávamos estudos científicospara se concentrarem no tema da salvação da alma, já que a ciência se dedicava aos escritos gregos pagãos, que acabariam por contaminar as almas cristãs com ideias perigosas. De outro lado, junto da ciência, estavam os cristãos que acreditavam que estudando o trabalho de Deus através da ciência, seriam permitidos aos homens um aumento da consciência em relação à onipotência e a sabedoria...
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