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Escola Superior de Educação João de Deus

Carl Rogers

Disciplina: Relação de Ajuda
Docente: Doutor Nuno Rocha
Discente: César Fernandes
Licenciatura em Gerontologia Social



- Introdução -

No âmbito da disciplina de Relação de Ajuda, inserida no curso da Licenciatura em Gerontologia Social, pela Escola Superior de Educação João de Deus, foi proposto um trabalho de pesquisaindividual acerca de um tema de Carl Rogers, enquadrado nos preceitos orientadores da disciplina em relação ao seu modelo na Psicoterapia.
Assim sendo, proponho a desenvolver um tema de carácter interessante ligado à Psicoterapia deste grande Psicólogo.
O trabalho apresentado obedece aos preceitos estruturais da revisão bibliográfica sobre o tema como método de pesquisa, referenciando a evoluçãodo Modelo Rogeriano ao desenvolvimento posterior deste modelo, bem como às abordagens humanistas feitas por Carl Rogers, terminando com as minhas respectivas considerações finais relativas ao tema.

- A Posição de Carl Rogers na Psicologia Actual -

Durante a maior parte da sua vida Carl Rogers opôs-se à institucionalização do seu pensamento ou dos seus ideais e a sua saída do meiouniversitário, ao trocar a Universidade de Wisconsin pelo Western Behavioral Sciences Institut na Califórnia, provocou indubitavelmente um certo declínio da influencia directa das suas ideias no campo da psicologia em geral e da formação em psicoterapia em particular.
De alguns anos a esta parte, o movimento Rogeriana tomou consciência, contudo da riqueza da herança recebida e do facto de que a TerapiaCentrada no Cliente tinha ainda hoje pleno lugar no panorama das psicoterapias como uma das mais firmemente esteadas na pesquisa e com mais sólidas raízes filosóficas.
Apareceu, assim, uma segunda vaga de terapeutas que no "universo" Rogeriana são por vezes considerados como puristas ou ortodoxos e que, sem pôr em causa a filosofia da Abordagem Centrada na Pessoa ou da sua aplicação aos múltiploscampos do humano, propõe o retorno, no campo da psicoterapia, ao modelo dito da Terapia Centrada no Cliente, ao qual assenta nos três pilares acima referidos.
Do mesmo modo, na última década, assistiu-se a um retorno da Abordagem Rogeriana aos meios universitários e a um retomar das actividades de pesquisa, que durante alguns anos tinham passado, de alguma maneira, para segundo plano, enquanto que asactividades de exploração dos limites de aplicação e aplicabilidade do modelo filosófico, tinham sido mais privilegiadas.
Nestes últimos anos foram publicadas três obras importantes sobre Carl Rogers e o seu modelo. Em cada uma delas, existe uma parte significativa dedicada à revisão crítica da investigação feita ao longo de mais de 50 anos de existência deste modelo, desde o âmbito da TerapiaCentrada no Cliente até ao da Abordagem Centrada na Pessoa, desde os tempos remotos dos anos quarenta e da construção do modelo até aos projectos de investigação recentes e contemporâneos, e desde a especificidade da terapia e do aconselhamento até à pedagogia e à mediação da paz. Nomeadamente, Barrett-Lennard faz uma extensa e cuidada crítica a mais de duzentos projectos de investigação.
Um dosaspectos que me parece particularmente interessante é o empenho posto ao longo de mais de 40 anos, na investigação sobre os efeitos específicos dos modelos terapêuticos.

Já em 1957, Ends e Page comparavam os resultados de três modelos terapêuticos, o psicodinâmico, o Rogeriano e o comportamentalista no tratamento de grupos de pacientes hospitalizados com o diagnóstico de "alcoólicos",concluindo que "...a abordagem Rogeriana centrada no grupo tem a mais larga aplicação e a maior eficácia…".
De uma maneira geral verifica-se que a escolha do modelo Rogeriano relativamente a outros modelos não assenta numa questão de eficácia, pois é comprovadamente semelhante com a dos principais modelos acreditados no mundo científico, não assenta tão pouco numa especificidade diagnóstica, que aliás...
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