Trabalhos de tecnico de seguranca do trabalho

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Transporte de produtos Químicos

São Paulo é um grande centro produtor e consumidor de insumos e produtos, está interligado a outros pólos industriais do país e por isso as rodovias paulistas recebem boa parte das cargas de produtos perigosos do Brasil todo. 
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), circulam pelas rodovias paulistasdiariamente mais de 3.000 produtos perigosos, como líquidos inflamáveis, explosivos, corrosivos, gases, materiais radioativos e muitos outros.
As estatísticas do DER referentes a 2011 mostram que naquele ano houve 178 acidentes com veículos que transportavam produtos perigosos, sendo a maioria dos acidentes – 53 – com veículos que transportavam líquidos inflamáveis, etanol (álcool etílico) ou soluçãode etanol (solução de álcool etílico).
A região que mais registrou acidentes com produtos perigosos em 2011 foi a de Campinas. Em relação aos acidentes por classe de risco, 112 envolveram líquidos inflamáveis e 24 envolveram gases inflamáveis. O DER monitora todas as estradas de São Paulo, com exceção das rodovias federais.
 A ANTT define produtos perigosos como aqueles que representam riscos àsegurança pública, à saúde das pessoas ou ao meio ambiente, de acordo com os critérios de classificação da ONU.
Para prevenir os acidentes e minimizar os riscos que eles trazem ao meio ambiente, à saúde da população e ao patrimônio público, o Brasil vem adotando ao longo dos anos uma legislação específica e rigorosa em relação ao transporte de produtos químicos por via rodoviária. São decretos,leis, resoluções, portarias e normas editadas por órgãos como a ANTT, Conselho Nacional de Trânsito, Denatran, Ministério dos Transportes, Inmetro e ABNT. A legislação detalha como deve ser feita a identificação e o transporte dos produtos perigosos, sua classificação, os tipos de embalagem, a sinalização externa dos veículos de carga, a documentação necessária para o transporte, os equipamentosde segurança e quem são os responsáveis em caso de acidentes, entre outros aspectos.
A Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química – mantém o Pró-Química, um serviço de informações via telefone para auxiliar as autoridades rodoviárias, o corpo de bombeiros, os produtores e os transportadores a lidar com as ocorrências envolvendo substâncias químicas nas estradas brasileiras. No âmbito doEstado de São Paulo, o DER mantém o Sistema de Informações de Produtos Perigosos (SIIPP). A Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – também mantém equipes em plantão permanente todos os dias do ano em um Centro de Controle de Desastres e Emergências Químicas.
 

 
 
• Segurança
 
 
Para poderem trafegar pelas estradas brasileiras, os caminhões que transportam produtos ou resíduosquímicos perigosos são obrigados a adotar uma série de medidas de segurança.
Primeiramente, o motorista precisa ser treinado para conduzir produtos perigosos. Na viagem ele tem que levar a documentação com dados sobre a classificação da carga, o fabricante ou importador do produto, as autorizações para circulação e informações de segurança para o caso de acontecer um acidente, além de um kit deemergência pronto para ser usado em caso de acidente.
O caminhão tem que estar em boas condições de manutenção e externamente precisa estar sinalizado com placas indicativas para mostrar o produto (ou produtos) que carrega e seus riscos. A indicação dos perigos é feita por painéis de segurança e rótulos de risco, que trazem números e símbolos indicando a classificação dos produtos transportados eseu enquadramento em uma das classes ou subclasses especificadas na Resolução da ANTT. Existem cerca de 3.500 números ONU relacionando os produtos perigosos. A ONU possui um comitê específico para legislar sobre o assunto.
Os produtos químicos perigosos são divididos em 9 classes: 1-explosivos, 2-gases,
3-líquidos inflamáveis, 4-sólidos inflamáveis; substâncias sujeitas a combustão espontânea;...
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