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  • Publicado : 12 de outubro de 2011
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Amostra do texto
O livro “Redação e textualidade”, da autora Maria da Graça Costa Val, divide-se em duas partes: a primeira aborda o assunto texto, textualidade, coerência e coesão, fatores pragmáticos da textualidade e coloca alguns critérios para a análise da coerência e da coesão, como: a continuidade, a progressão, a não-contradição, a articulação e também a escritora aborda os critérios para a análise dainformatividade, tais como: imprevisibilidade, suficiência de dados.

Já a segunda parte traz a análise de cem redações do vestibular da Universidade de Minas Gerais.

Nessa perspectiva, primeiramente a autora faz uma explicação para situar o leitor, a respeito do que vem a ser um texto, quais as características de um texto, quanto podemos chamar algo de texto e não apenas um amontoado depalavras.

Conforme a autora, para que um texto seja considerado texto é necessário que possua uma relação sociocomunicativa, semântica e formal; isso é muito importante, pois na segunda parte desse livro a escritora faz o estudo de algumas redações, e pode-se perceber que tais aspectos não são encontrados.

Um texto será bem compreendido quando ele atingir os seguintes fatores:

→ opragmático, que tem a ver com seu funcionamento enquanto atuação informacional e comunicativa;

→ o semântico-conceitual, de que depende sua coerência;

→ o formal, que diz respeito à sua coesão.

Entre os cinco fatores pragmáticos estudados , os dois primeiros se referem aos protagonistas do ato de comunicação: a intencionalidade e a aceitabilidade.

A intencionalidade , querdizer a capacidade do produtor do texto, produzi-lo de maneira coesa, coerente, capaz de alcançar os objetivos que tinha em mente, em uma determinada situação de comunicação.

A aceitabilidade é se o que o produtor produziu pode ser considerado um texto, se alcançou o objetivo proposto quando chegou até o locutor, ou seja, pode-se ser considerado um texto, possui coerência, coesão, érelevante, traz informatividade, é útil para o leitor, tudo isso vai direcionar se realmente é um texto.

A situacionalidade, diz respeito à pertinência e relevância entre o texto e o contexto onde ele ocorre, isto é, é a adequação do texto à situação sociocomunicativa. É o que diz Maria da Graça Costa Val, “O contexto pode, realmente, definir o sentido do discurso e, normalmente, orienta tantoa produção quanto a recepção. Em determinadas circunstâncias, um texto menos coeso e aparentemente menos claro pode funcionar melhor, ser mais adequado do que outro de configuração mais completa”. (Costa Val, 1991, p.12)

Quanto à informatividade, aqui, vamos perceber o interesse do recebedor, pois, depende do grau de informação, para existir o interesse do leitor. Entretanto, Val faz umalerta, se o texto permanecer com elementos muito inusitados, correrá o risco do leitor não conseguir processá-la, então, fica o alerta, de produzir um texto mediano de informatividade.

Já o aspecto da intertextualidade, é a capacidade de relacionar o texto com outros textos já produzidos, assim, a utilização de um texto, depende do conhecimento de outros textos que já circulam socialmente.Muitos textos só têm sentido quando relacionados a outros textos.

O semântico-conceitual, de que depende sua coerência. A coerência do texto deriva de sua lógica interna, é o sentido do texto. A esse respeito menciona Costa Val: “É considerada fator fundamental da textualidade, porque é responsável pelo sentido do texto. Envolve não só fatores lógicos e semânticos, mas também cognitivosna medida em que depende do partilhar de conhecimentos entre os interlocutores.” (Costa Val, 1991, p. 05)

Nessa perspectiva, um texto é considerado coerente quando partilhar informações também conhecidos pelo recebedor, isto é, conhecimentos que fazem parte da realidade de mundo desse leitor. Isso equivale a dizer que o texto não é pronto e acabado, mas vai adquirir sua complementação...
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