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  • Publicado : 7 de abril de 2011
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PLANO DE NEGÓCIOS

MÓDULO 1
INTRODUÇÃO À DISCIPLINA

Índice

1. Introdução 3

1. INTRODUÇÃO

É um fato que as micro e pequenas empresas (MPE’s) brasileiras sempre carregaram um pesado fardo: a sua breve mortalidade. Alimentado por dados estatísticos que revelam um alto índice de mortalidade dessas empresas nos três primeiros anos de existência, chega-se a cogitar que quatro emcada cinco empresas fecham suas portas nesse período, algo em torno de 80%.

Contudo, em 1998, o SEBRAE publicou uma pesquisa onde os números revelados não são tão assustadores quanto se comenta. O percentual de mortalidade das MPE’s, por exemplo, na região metropolitana de São Paulo, chega a 58% nos três primeiros anos. E levando em consideração todo o país, segundo a pesquisa, osnúmeros não apresentam muita discrepância.

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O resultado da pesquisa, apesar de não confirmar o alto índice de 80%, não deve servir de conforto, porque o percentual de 58% de mortalidade de MPE’s nos três primeiros anos ainda é muito alto. Mas qual será a principal causa para esse problema crônico vivido pelos micro e pequenos empresários brasileiros, uma vez que, reconhecidamente,eles são responsáveis por um grande percentual de empregos gerados.

Dentre as várias causas, algumas são costumeiramente citadas em reportagens, debates e pesquisas, como:

• a constante crise econômica em que o país vive;
• a falta de incentivos e subsídios apropriados à exportação de produtos fabricados por MPE’s;
• a alta taxa de juros (SELIC);
• o difícil acesso aocrédito e a exigência de contrapartidas abusivas para se pleitear financiamentos junto às instituições financeiras;
• a alta concorrência estrangeira, especialmente asiática e americana;
• o peso dos encargos para a contratação, manutenção e dispensa de empregados.

O que se percebe é que existe uma barreira para o incentivo à abertura de pequenos negócios, que, muitas vezes,preferem se manter na informalidade por todos esses fatores acima descritos. Mas, mesmo com todas essas dificuldades, ainda existem pequenos empreendedores que obtêm sucesso com seus negócios. Portanto, onde está o problema? Será que essa barreira não poderia ser ultrapassada com a capacitação, com o conhecimento e com o profissionalismo dos empreendedores!?

Em alguns casos parece quese procura um culpado, atribuindo a esses macros e intangíveis fatores a culpa pelo insucesso dos negócios, quando o certo deveria ser entender onde se cometeu o erro e buscar corrigi-lo. Obviamente, que todos eles são importantes, verídicos e preocupantes, mas algumas entidades que representam os interesses das classes podem e estão aptas a defender suas causas, viabilizando condições em que podemser desenvolvidos novos empreendimentos.

Logo, fica a questão: o que o empreendedor deve fazer para defender-se dos fatores externos e promover o crescimento do seu negócio de forma consistente e estável?

Há uma única resposta para este questionamento: planejar. O planejamento de um negócio é de suma importância para, inicialmente, o empreendedor se estabelecer e em seguidalucrar. Contudo, falar de planejamento em um país onde as pessoas têm uma cultura de viver o hoje e não pensar no amanhã, se torna difícil. Não tirando o mérito da criatividade, paciência e da persistência do brasileiro, mas essas qualidades poderiam ser utilizadas para promover o desenvolvimento das MPE’s brasileiras.

A objetividade dos fatos não deve ser desprezada, isto é, todos osfatores externos e internos devem ser considerados pelos empreendedores de forma racional no momento de se estabelecer metas e analisar indicadores. Desconsiderar fraquezas e enaltecer sucessos não é aconselhável para quem busca ter uma administração consistente e promissora.

Para administrar se faz necessária uma técnica simples, que para muito é tediosa, mas pode ser utilizada para...
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