Trabalho sobre a indisciplina

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  • Publicado : 22 de janeiro de 2013
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Passados treze anos deste novo Século, perdura ainda um sentimento de apego ao passado e que nos invade. Recentemente a proximidade do dia 21 de Dezembro de 2012, com toda a sua carga emotiva de um "juízo final" antecipado parece introduzir-se nos espíritos mais cépticos, que para além da dúvida espalhou algum nervosismo e também algum medo. Em relação a isto, vejamos o que nos diz Umberto Eco noseu livro “Viagens na Irrealidade Quotidiana”: Tem-se começado a falar da nossa época como de uma “Idade Média", prevendo para um futuro próximo, talvez, a degradação dos grandes sistemas tecnológicos, quer a nível económico quer político, entregues assim a um colapso, conduzindo toda a civilização industrial a um recuo. Por outro lado, vemos que o que caracterizou a modernidade foi a ideia deprogresso, de ultrapassagem, mantendo assim a sobrevivência das vanguardas, da negação. Esta negação criou um sistema que aprisionou o Homem, onde este mesmo Homem era oprimido em nome do Futuro do próprio Homem. Compreendemos isto ao citar Edgar Morin, em "As Grandes Questões do Nosso Tempo ": 1 "O grande progresso proporcionado pelo decénio de 1970 foi o conhecimento da incerteza", e que esse é overdadeiro sentido que contém a palavra "crise", "onde tudo parecia garantido, pautado, regulado e portanto previsível.", o que levou os economistas e sociólogos a acreditarem e a sustentarem que a sociedade industrial e depois a pós-industrial 2 " ...assentariam em rocha, e que estávamos no momento da consecução quase derradeira da boa sociedade, aquela que estabeleceria paz, segurança, bem -estar, abundância para todos os seus, e que o futuro, em suma, não passava da continuação do presente ... ", indo mais longe ao considerar que 3 "a crise não é o contrário do desenvolvimento, mas sim a sua própria forma." Assim poderemos dizer que nos é dado a possuir duas vias para compreendermos o Século XX: uma de progresso, de desenvolvimento e de aparente racionalismo, outra de convulsões ehorrores. Será este século um século das crises ou um século em crise?! Verificamos, contudo, que surgiram e surgem ainda inúmeras outras crises, como sendo as crises energéticas, dos Estados, a civilizacional, a económica financeira, a da Família, da Cultura, dos Valores, etc. Estando algumas destas crises na base de uma outra que tão bem conhecemos: “o insucesso escolar”. Sendo assim, e porconveniência, somos levados a concluir que no seio da progressão existe sempre um espaço vago para a regressão. O nosso Sistema Escolar fabricará em si o insucesso Escolar!? Nos anos 80 surgiu um outro cenário, em que se deu o desmoronamento do marxismo e o triunfo da economia de mercado, ouvindo-se vozes que, em tom de lamento, afirmavam que a civilização da escrita estava em vias de ser suplantada poruma nova: a da imagem. A nova autonomia individual é instaurada pela "moda" enquanto processo novo, actuando na produção e no consumo, quer nos objetos, quer na cultura e nos média, introduzindo alterações nas sociedades e nas ideologias. É a hora do feeling e do zapping, em torno das ideias de sedução e do efémero. Fala-se de pós modernismo (termo surgido no campo da arte) e que para algunsconsiste numa mudança, numa alteração do modo de apreender e valorizar o tempo: "O ator social pós-moderno aplica na sua vida os princípios a que os arquitetos e os pintores do mesmo nome se referem no seu trabalho: com eles substitui os antigos exclusivismos pelo ecletismo... ". Aliado a este ecletismo está um novo hedonismo forjando a base de um novo individualismo "narcisista e egocêntrico".Confrontados com as duras realidades do mundo moderno, traumatizados pelas suas frustrações, os nossos contemporâneos fecham-se sobre si próprios. A nossa época, disse-o o filósofo americano Christopher Lasch, é a "era do narcisismo". Tal narcisismo é perfeitamente incarnado pelos

yuppies dos anos 80, esses jovens "vencedores da vida", os quais proliferaram quando o gosto pela vitória foi elevado a...
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