Trabalho ferrovia norte sul 2010

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  • Publicado : 26 de fevereiro de 2011
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1 - INTRODUÇÃO

Motivo de desenvolvimento de países de primeiro mundo, em especial os Estados Unidos, passa pelo componente Logística, mais especificamente pelos modais de transporte, que relaciona diretamente a ocupação territorial e a distribuição física de produtos e recursos, viabilizando o sucesso de várias nações na etapa, considerada a mais crítica, nos processos de distribuiçãode cargas.
A composição e diversidade dos modais disponíveis são de interesse estratégico no processo formador, unificador e de circulação de riquezas de regiões e/ou países.
Os modais básicos de transporte são classificados em matrizes:
• Rodovias,
• Ferrovias,
• Aerovias, 
• Hidrovias  e
• Dutos.
Cada uma dessas matrizes oferece benefíciose desvantagens característicos, que envolvem aspectos como velocidade de transporte, capacidade de carga, custo de frete, uso ou não de embalagens, variação ou flexibilidade do trajeto, etc., sendo adequados ou não para cada contexto de distribuição de cargas especifico.
O uso misto ou exclusivo desses modais na distribuição é entendido pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria eComércio Exterior (MDIC, 2002) que atribui ao Sistema de Transporte quanto à forma em:

• Modal: envolve apenas uma modalidade (ex.: Rodoviário);
• Intermodal: envolve mais de uma modalidade (ex.: Rodoviário
e Ferroviário);
• Multimodal: envolve mais de uma modalidade, porém, regido por um único contrato;• Segmentados: envolve diversos contratos para diversos modais;
• Sucessivos: quando a mercadoria, para alcançar o destino final, necessita ser transbordada para prosseguimento em veículo da mesma modalidade de transporte (regido por um único contrato). (MDIC, 2002)

O Brasil, historicamente, é carente e ineficiente em muitas matrizes, motivo de encarecimento deprodutos, isolamento regional e perda de competitividade em um mundo hoje globalizado. Por ser um campo de atuação específica e de interesse nacional estratégico parte das políticas públicas a criação, composição e adequações dos modais disponíveis, já que, constitucionalmente, cabe a União a exploração, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão dessa matriz, entre outras.[1]No Brasil, visionários, como o Barão de Mauá, que inovou na época do Império ainda, utilizando de maquinários e matrizes como a hidrovia e a introdução da primeira ferrovia do Brasil (1854) para atender suas indústrias e operações correlacionadas, anteciparam a necessidade de implantação, expansão e diversificação dos modais, componente primordial e óbvio da solidificação capitalista na Europa eEstados Unidos.
Especificamente o modal ferroviário brasileiro é motivo de entrave logístico pela sua fraca presença e pouca capacidade de atendimento às demandas originais, desde sua introdução no cenário de transporte no país nos dias atuais, geradas pelo descaso de sucessivos governos em suas políticas públicas de transporte, muitas vezes justificada pelo grande aporte financeiro paraa implantação de malhas ferroviárias, dando origem ao continuo processo de desmonte e sucateamento do modal ferroviário nacional, que chegou a contar, em 1922, com 35 mil Km de trilhos e hoje conta com 28 mil Km, sendo 6 mil Km inadequados ao uso, restando uma base útil instalada e operacional de, somente, 22 mil Km, sendo ainda que, pelo menos, 35% da matriz ferroviária é operada a mais de 60anos.[2]
A busca por competitividade e integração hoje abriga, forçosamente, o conceito de expansão e manutenção do modal ferroviário nacional, necessitando qualificar engenheiros.

2 - A FERROVIA NORTE SUL – FNS (EF 151)

A Ferrovia Norte Sul, antiga ambição do primeiro governo civil, pós governo militar, em 1987, na gestão do, então, presidente da república Sr. José...
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