Trabalho estagio supervizionado ii

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  • Publicado : 26 de outubro de 2011
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Cenário Econômico Atual

O cenário econômico se deteriorou nos últimos tempos, com piora do quadro na zona do euro. A crise das dívidas na Europa derrubou as bolsas e levou as agências de risco a diminuir a nota de várias instituições bancárias. Como resultado, o dólar disparou, o que levou o Banco Central brasileiro a intervir no mercado para frear a alta da moeda americana.

Grécia é a bolada vez não apenas pela magnitude de seu problema, mas porque está na iminência de dizer: “devo, não nego e não pago nem quando puder”. Em resumo, um calote. Resta saber o tamanho dele. Fala-se em metade da dívida. Algo como 175 bilhões de EUROS. 

Os próprios países estão extremamente endividados. Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha têm dívidas colossais. Itália deve 120% de seu PIB. Há ainda um agravante. A Europa está estagnada. É um continente de idade avançada da população. Desemprego está alto o que dificulta o crescimento econômico. Não sabemos quem resgata hoje os estados e quem sofrerá com um calote da dívida grega. Bancos franceses e alemães têm boa parte da dívida. Eles sofreriam prejuízos enormes em seus balanços. Poderíamos então ter um efeito dominó. Bancosnovamente quebrando e estados sem recursos para resgatá-los. O pior dos mundos.

Para agravar mais a situação, a maior economia mundial, os Estados Unidos, não conseguem engrenar. Os estímulos não estão funcionando e o desemprego não é reduzido. Novos estímulos estão sendo anunciados, mas o ceticismo é grande diante do que realmente vai acontecer com os novos pacotes americanos. Ajuste fiscal nospaíses desenvolvidos, confirmada nas semanas seguintes pelos anúncios de um amplo plano de ajuda financeira à Europa e de corte de gastos por parte do governo norte-americano. Além disso, eram claros os sinais de desaceleração da atividade e da inflaçãodomésticas.

Nesse contexto, o objetivo deste artigo é jogar luz sobre a real profundidade dessa crise fiscal e suas possíveis implicações paraeconomia brasileira.

Governos de todo o mundo se engajaram em políticas fiscais ativas, caracterizadas pelo aumento expressivo do déficit público, em resposta aos efeitos da crise global de 2008, detonada pelos problemas de financiamento e liquidez bancária que se iniciaram nos EUA. Isso vem provocando nos últimos anos um rápido e significativo aumento do endividamento, em especial nos paísesintegrantes da Zona do Euro e nos Estados Unidos.

A trajetória da relação dívida/PIB na zona do Euro, desde sua criação, em 2000. Contrastando com a relativa estabilidade dos anos anteriores, esta relação saltou de um patamar de 66% em 2007 para 85,3% em 2010. No caso da Grécia, a dívida chegou a 143% do PIB.

Ainda que o caso grego seja o mais grave, não é o único. Boa parte dos países da zona doEuro está em grande dificuldade fiscal. Com dívidas elevadas e receitas comprimidas pela baixa atividade econômica, a única saída é o corte de gastos e/ou o aumento dos impostos. A grande questão é saber qual a magnitude desse ajuste fiscal. 

De fato, chama atenção à magnitude do ajuste para os chamados PIIGS Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha). Tendo em vista o tamanho do ajuste paraPortugal, Irlanda, Grécia e Espanha não há alternativas senão a adoção de medidas que mudem profundamente o quadro fiscal desses países. Na Itália, um orçamento relativamente equilibrado (déficit de 1% do PIB) reduz o esforço de estabilização. No entanto, o tamanho da dívida e a fragilidade política italiana sustentam elevada incerteza quanto à sua trajetória fiscal. 

A situação francesatambém chama a atenção. Os dados mostram que o socorro que a França pode oferecer aos demais países da zona do Euro é limitado, uma vez que a economia francesa também precisará passar por uma forte política de corte de gastos, estimada em torno de 3% do PIB.

Nessa matemática, a Alemanha parece ser a única com solidez fiscal para financiar o ajuste preconizado. Contudo, a margem que a economia...
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