Trabalho de sindicalismo

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  • Publicado : 9 de abril de 2013
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Introdução A idéia desse texto é contar a história do sindicalismo ou o simples agrupamento de operários em seu início. Uma história que tem início no século XVII, quase coincidentemente com a revolução industrial na Inglaterra seguido por outros países europeus. A ganância dos patrões e a desumana condição leva aos poucos os empregados a revolta. Eles descobrem que a união e adquirindoexperiência de luta, somam uma força para poder brigar por direitos e condições melhores de trabalho. Vai contar também a evolução do sindicalismo, mostrando que no Brasil ele só viria no século XIX, com o fim da monarquia no país. Lutas que não foram em vão, pois conseguiu mudar bastante as condições e mostrar que era necessário essas mudanças.

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1 – A história e evolução do sindicalismo no Brasil eno mundo É importante ressaltar que a história das sociedades é marcada pela luta entre explorados e exploradores. Isto ocorreu no sistema escravista, no modo de produção asiático, no feudalismo e ocorre até hoje no capitalismo. Com a queda do feudalismo na Europa, num longo processo iniciado a partir do século 17, a sociedade se divide claramente em duas classes. De um lado, a burguesia, donados meios de produção – instalações, máquinas, matérias primas etc. Do outro, o proletariado, desprovido de tudo, obrigado a vender a sua força de trabalho aos capitalistas, nascia também esse tipo de economia. É dessa luta cotidiana, inerente ao capitalismo, que surgem as primeiras formas de organização dos trabalhadores, elas nascem como resultado do esforço espontâneo dos operários para impedirou atenuar a exploração, uma necessidade natural dos que vivem de salário. Para elevar os seus lucros, o capitalista necessita extrair o máximo de mais – valia( que seria segundo Marx, à diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador, que seria a base do lucro no sistema capitalista. Por sua vez, os trabalhadores tem a necessidade de lutar pela diminuição da taxa demais – valia, pelo aumento do seu poder aquisitivo, e por condições humanas de trabalho. Em 1640, realizou a primeira revolução burguesa da história, dirigida por Cromwell na Inglaterra considerada o berço do capitalismo. Após marchas e contramarchas, a burguesia se consolidou no poder e realizou a primeira revolução industrial no século 18. Nesse momento houve a expansão e desenvolvimento docapitalismo, e seguindo o pensamento capitalista, a burguesia inglesa imporá jornada de trabalho que atingiam até 16 horas diárias, salários reduzidos e condições de trabalho precárias. “Leo Huberman, no livro “História da Riqueza do Homem”, descreve esse brutal processo de rebaixamento do nível profissional. Ele cita, por exemplo, o depoimento de uma criança de 11 anos a uma comissão do parlamentoinglês, em 1816: “Sempre nos batiam se adormecíamos. O capataz costumava pegar uma corda da grossura do meu dedo polegar, dobrá – la e dar – lhe em nós. Trabalhei toda a noite, certa vez.”

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Todas essas condições de exploração, próprias do novo sistema econômico, vão gerar resistências entre os explorados. Esse processo de luta passará por longas experiências. As greves e os sindicatos, porexemplo, não aparecerão num estalo de dedos. Uma das principais formas de luta foi o Luddismo, também conhecido como o movimento dos quebradores de máquinas, termo derivado do nome do operário têxtil Ned Ludd, um operário que destruiu os teares mecânicos achando que as máquinas eram os inimigos e responsáveis pelo desemprego. O gesto foi imitado em outras cidades da Inglaterra e atingiu a França,assustando a burguesia. Em 1812, o parlamento Inglês, aprovou uma lei que punia com a pena de morte os “quebradores de máquinas”. Aos poucos, o Luddismo começou a ser superado como forma de luta, mais experiente, eles constataram que não era a máquina a sua inimiga, mas sim o uso que o patrão fazia dela. Outra forma de luta foi o boicote, palavra que deriva do nome de um oficial inglês, Sir...
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