Trabalho de parto prematuro

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MATERNIDADE-ESCOLA ASSIS CHATEAUBRIAND

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TRABALHO DE PARTO PREMATURO
Versão eletrônica atualizada em Maio/2010

MEAC-UFC 1

TRABALHO DE PARTO PREMATURO
José Felipe de Santiago Júnior Francisco Edson de Lucena Feitosa

1. INTRODUÇÃO Trabalho de Parto Prematuro (TPP) é definido como aquele iniciado antes da 37ª semana de gestação, excluindo os abortamentos (queocorrem antes da 20ª semana de gestação). Sua incidência, aumentada nos últimos anos pelo maior número de gestações gemelares devido às técnicas de reprodução assistida, é de 5 a 15% das gestações em paises desenvolvidos, podendo chegar a 22% no Brasil, com metade desses sendo idiopático. Sua maior importância se deve ao fato da prematuridade ser responsável por 70% da mortalidade neonatal e,aproximadamente, 50% de alterações neurológicas a longo prazo nos recém-nascidos acometidos. 2. FATORES DE RISCO Os dois principais fatores de risco para o TPP idiopático são TPP prévio e baixo nível sócio-econômico da paciente, já que esse está relacionado diretamente com outros fatores. No entanto, diversos fatores de riscos são confundidos como a própria causa do TPP, como mostra a tabela 1.CAUSAS DE TRABALHO DE PARTO PREMATURO Causas Trabalho de Parto Espontâneo Prévio Gestação Múltipla Rotura Prematura de Membranas Ovulares Distúrbios Hipertensivos da Gestação Restrição do Crescimento Intra-uterino Hemorragias pré-parto Miscelânea – IIC, Malformações uterinas Freqüência 31 – 50% 12 – 28% 6 – 40% 12% 2 – 4% 6 – 9% 8-9%

Outros fatores de risco são: anemia materna, uso de cocaína,infecções, baixo peso materno, polidrâmnio, colo uterino menor que 35mm entre 24 e 28 semanas de gestação, tabagismo, idades menores que 18 anos, raça negra, estilo de vida estressante, violência doméstica. .

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3. PREVENÇÃO DO TRABALHO DE PARTO PREMATURO Cerclagem Uterina A medida longitudinal do colo uterino entre 24 e 28 semanas mostrou-se inversamente proporcional ao risco de TPP,chegando a um risco relativo de 6,5 (p < 0,05, 4,5 – 9,3) para parto antes de 35 semanas quando seu comprimento é menor que 25mm. No entanto, excluindo os casos de Incompetência Istmo-cervical, a cerclagem cervical não reduziu a incidência de TPP nem melhorou a morbidade perinatal. Tratamento de Infecção Cervicovaginal Apesar do conhecimento que vaginose bacteriana e tricomoníase estãorelacionados com o aumento na incidência de TPP, seu tratamento como profilaxia primária não diminuiu a incidência de parto com menos de 37 semanas de gestação. Progesterona O uso de progesterona em pacientes de com história prévia de Trabalho de Parto Prematuro espontâneo reduziu o número de partos antes de 37 semanas, apesar do mecanismo de ação ainda ser incerto. Recomenda-se, portanto, em todas asgestantes com história prévia de trabalho de parto prematuro Progesterona Natural 100 a 200mg, intravaginal, diariamente, da 18ª. a 36ª. semana de gestação.

4.

DIAGNÓSTICO DO TRABALHO DE PARTO PREMATURO

Devem estar presentes os seguintes achados: a) Atividade uterina regular com contrações em intervalos de 5 a 8 min, e duração mínima de 20s, mantendo esse padrão por no mínimo 30 min; b)Alteração progressiva da cérvice uterina com dilatação de 2 cm ou mais, apagamento cervical de 80%. Outros elementos que, se presentes, favorecem o diagnóstico de TPP são: formação da “bolsa das águas”, colo solicitado pela apresentação fetal e rotura prematura de membranas. Toda paciente que persista com atividade uterina, mas sem evolução na dilatação cervical deverá realizar ultrassonografia paramedição do colo uterino, já que sua medida menor que 30 mm favorece o diagnóstico. 5. TRATAMENTO DO TRABALHO DE PARTO PREMATURO 5.1. Internação Hospitalar
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Necessário para acompanhar a evolução das alterações do colo uterino e para início da tocólise. Não é necessário manter a paciente em repouso no leito. 5.2 Hidratação/Sedação Não há evidência que essas duas medidas diminuam o...
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