Trabalho de historia

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  • Publicado : 19 de abril de 2012
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Kundera e Ventura
Dois olhares sobre 1968

Resumo
A proposta deste artigo é produzir uma reflexão sobre o olhar dos autores Milan Kundera (A insustentável leveza do ser) e Zuenir Ventura (1968 - O ano que não terminou), sobre o período de 1968, buscando identificar proximidades entre os dois autores.

Palavras chaves: 1968; Revolução; Memória

Contextualização
Mescla de ensaio ememória, de quem viveu neste ano, este texto produz uma reflexão sobre os acontecimentos de 1968 e dos impactos sociais e culturais. Por tratar de uma revolução cultural e não apenas política e social, a soma dos movimentos e suas particularidades traduz numa forma de relação com o mundo e com as coisas.
O conjunto de acontecimentos em torno do contexto do fim da década de 1960 não deverá seresquecido, não tão cedo. O pensar refletivo sobre a época em questão, principalmente por conta desse nosso momento complicado de inflexões dos movimentos sociais, sugere e propícia análise sobre o tempo vivido enquanto passagem, para entendermos a representação da realidade vivida.
Ninguém incitou a revolta, ninguém chegou a organizá-la e também ninguém conseguiu controlá-la. As inscrições que podiamser lidas nos muros de Paris: ‘”poder para a imaginação”; “É proibido proibir”; “A vida sem tempos mortos”; ‘”As Estruturas não Descem à Rua’; “Trabalho nunca’”, “Gozar sem feios’”, “Nem Deus, nem mestre”, “A sociedade alienada deve desaparecer da história; “Nós estamos criando um mundo novo e original” e “A imaginação toma o poder” - demonstram o caráter das rebeliões de 1968. Àqueles movimentoscoletivos muitas vezes não estavam sob coordenação de um partido ou sindicato, mas autônomo.

As rebeliões dos anos 60, embora pareçam um conjunto se olhadas em perspectiva, tiveram motivações diversas nos diversos países em que se manifestaram. O movimento estudantil no Brasil e no mundo teve motivações políticas e reivindicações diferentes. Em comum, o sentimento de opressão e a disposiçãoem lutar por seus ideais sobre a onda de protestos de jovens em diversas cidades da Europa, América e Ásia.
Um marco para o movimento pela emancipação feminina, a luta pelos direitos das minorias raciais e sexuais, a preocupação ecológica por conta da tecnológica, a exigência da ética na política e a busca, enfim por uma causa que se opusesse à desumanização do trabalho e à comodidade diantedos poderes estabelecidos. Os movimentos de 1968 influenciaram o modo de agir e de pensar no Brasil e no mundo. 1968 não se limitaram às barricadas estudantis ou mesmo à maior greve geral da humanidade, ocorridas na França. O espírito libertário da época se alastrou pelo mundo todo, seja nos campi norte-americanos, onde se protestava contra a Guerra do Vietnã, ou nas ruas tomadas por estudantes eoperários na Alemanha, Itália, Egito, México, Japão e Canadá. No Brasil, a contestação encontrou eco vibrante na resistência à ditadura militar, na contracultura tropicalista e também nos movimentos grevistas em Minas, São Paulo e capitais.
Uma influência bastante sentida no conjunto do movimento é no campo intelectual. O movimento apresentou também um caldo de crítica muito forte ao socialismoreal. Jornalistas, historiadores, sociólogos, militantes católicos e literatos se debruçaram na tarefa de representar a si mesmos, na medida em que os acontecimentos circunscritos à época.
Segundo o historiador Eric Hobsbawn, na década de 1960 houve diferentes tipos de movimentos de massas. Eles se dividiram entre a luta pela igualdade encabeçada pelas chamadas minorias, negros, mulheres ejovens que, organizados em grupos, reivindicavam interesses específicos enquanto o movimento operário, que organizado principalmente pelo Partido Comunista da França, encampava a luta pela justiça socioeconômica. Apenas em alguns momentos os movimentos se encontraram.
A reivindicação do movimento para sua representação cultural e especialidade libertária encontra eco no texto de Mattos, 1968 – As...
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