Trabalho de didática

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 24 (5791 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 14 de abril de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
JOSIANE LUIZA MENDONÇA DOS SANTOS


DIDÁTICA II

Presidente Prudente
Novembro/2010

JOSIANE LUIZA MENDONÇA DOS SANTOS


DIDÁTICA II

Trabalho apresentado à disciplina de DIDATICA II, ao Curso de Letras da Faculdade de Presidente Prudente.Professor(a): Fernando Teixeira Luiz


Presidente Prudente – SP
Novembro/2010

1 – Contextualizando o processo de formação deprofessores no Brasil: um olhar historicista
Há anos se discute no país, qual a formação ideal ou necessária do professor do ensino básico (fundamental e médio), numa demonstração de insatisfação com relação aos modelos formativos vigentes. No entanto, dessa ampla e continuada discussão, não têm surgido propostas que ultrapassem o nível de recomendações sobre a necessidade de uma sólida formação dosprofessores e da integração de teoria e prática, dos contextos e tudo mais.
No que diz respeito às propostas de formação docente, o estado de coisas está tão desarranjado que, quando se fala em metodologias e estratégias de ensino, não se consegue discernir entre possíveis relações conceituais entre conhecimento, ensino e valores e hipotéticas relações entre capacidade de aprender e supostasfases de desenvolvimento psicológico. A idéia de que ensino eficaz é basicamente a aplicação competente de um saber metodológico, epistemologicamente fundamentado em outros saberes, principalmente de natureza psicológica, é altamente discutível.
Essas duas dificuldades — a insuficiente comprovação empírica de teorias disponíveis sobre as várias dimensões do fenômeno educativo e o embaraço lógico dederivar dessas teorias recomendações metodológicas inequívocas — sugerem que talvez não convenha alicerçar a formação de docentes sobre terreno tão movediço. Mas, além dessas questões científicas e lógicas, é preciso levar em conta que, mesmo naqueles casos em que reiteradas comprovações empíricas parecem dar sustentação e credibilidade a algumas teorias ou hipóteses científicas, permanece aquestão propriamente educacional de saber se uma determinada atuação pedagógica deve ser posta em prática apenas porque teria algum respaldo científico. O valor de programas educacionais exige uma avaliação mais abrangente. Enfim, a validade científica de uma teoria não constitui base suficiente para formulação de diretrizes educativas que sempre exigem opções entre valores. Pense-se, por exemplo, naeducação sexual, que jamais poderá ser conduzida a partir apenas de informações sobre desenvolvimento e fisiologia do sexo.
Esse é o ponto que realmente importa: A adequada formação do professor não pode ser imaginada como a simples e direta aplicação à situação de ensino de um saber teórico. O ponto de vista pedagógico não é uma soma de parcelas de saberes teóricos que, embora necessários, nuncaserão suficientes para alicerçar a compreensão da situação escolar e a formação do discernimento do educador. Nesses termos, é claro que não há fórmulas prontas para orientar essa formação, mas o próprio conceito de vida escolar é básico para que se alcance esse discernimento.
A maciça expansão das matrículas no ensino fundamental desde há trinta anos, e no ensino médio mais recentemente,inviabilizaram uma concepção da atividade de ensino fundada na relação professor-aluno, na qual a imagem do "bom professor" era basicamente a daquele profissional que dominava um saber disciplinar que seria transmitido a um discípulo. O êxito desse ensino dependia — pensava-se — de uma combinação de conhecimento disciplinar e de preparo didático do professor. No quadro dessa concepção, nasceram e...
tracking img