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A Organização Fordista do Trabalho para Além da Linha de Montagem

No início do século XX, o modelo de organização do trabalho de Henry Ford caracterizou um destes momentos. (FORD, 1967)
A forma de captação dos recursos teoricamente poupados seria a arrecadação de impostos, tanto de capitalistas como de trabalhadores, aumentando a exploração da força de trabalho, que pagava em dobro, naexpropriação da mais-valia no processo produtivo e no pagamento dos impostos.


A Organização Taylorista do Trabalho para além da Administração Cientifica
Os “Trinta Gloriosos” foram caracterizados pelos ganhos de produtividade, oriundos da robotização e mecanização do trabalho, aperfeiçoadas pelas técnicas tayloristas de parceirização e decomposição do trabalho em tempos precisos. Aracionalização da produção consistiu em parcelar o ofício do trabalho em movimentos básicos, que pudessem ser descritos, cronometrados e transmitidos rapidamente a qualquer trabalhador, sendo um dos pontos fundamentais a separação entre os momentos de planejamento e execução do trabalho. Esta “cientifização” do processo de trabalho foi além de uma mera inovação no campo administrativo para a melhoria daorganização do trabalho, constituindo o controle patronal sobre a atividade de trabalho e ultrapassando os limites da administração científica. Pela comparação entre as técnicas de Ford e Taylor, as tipicidades do método de Taylor - como separação entre execução e planejamento, fragmentação e tempo controlado do trabalho - se mantêm na produção em massa fordista, dando continuidade ao modelo deacumulação capitalista concentrado na exploração do trabalho e combinando os dois tipos de organização.





O Limite orgânico do “Trabalho em Migalhas”

Os ganhos de produtividade obtidos pela redução do tempo morto eliminado com a administração científica das tarefas, ao lado da produção em série, acabaram por esbarrar no limite orgânico do modelo de fragmentação do trabalho. O ritmoextenuante do trabalho repetitivo e cronometrado provocou diversas formas de resistência dos trabalhadores, dos quais o turnover, absenteísmo, sabotagem, boicote e outras manifestações psíquicas de defesa são exemplos. (FRIEDMANN, 1972)
As eras Reagan e Thatcher foram os símbolos da vitória direitista, reprimindo e debilitando o movimento operário a partir da flexibilização e potencialização dasrelações precarizadas de trabalho, da privatização dos setores públicos, dos cortes nos gastos sociais, que se tornaram os pilares do neoliberalismo. Porém, a crise do modelo já estava posta e as alternativas ao esgotamento físico do trabalhador, do “gorila amestrado”, também estavam em curso desde os anos 1950.
Em seu estudo “O trabalho em migalhas”, Friedmann chama atenção para a fragmentaçãoda dimensão subjetiva dos trabalhadores na rotina de trabalho e de como já se esboçava um caminho alternativo à divisão do trabalho taylorista-fordista, através do desenvolvimento de técnicas de suavização da monotonia causada pelas tarefas parceladas e repetitivas, automatizadas ou não. A ampliação do conteúdo, alternância e rodízio das tarefas, juntamente com a formação de equipes dotadas de umarelativa liberdade de organização do trabalho, promoveram aumento no grau de satisfação dos trabalhadores com a atividade, bem como a manutenção ou aumento da produtividade pela “captura” da subjetividade do trabalhador a partir de seu envolvimento com a tarefa. Esta geração de estudantes se uniu à contestação operária e colocou a nu não só os limites orgânicos da exploração do trabalho, comotambém o questionamento de qual o sentido do trabalho e do mundo que se transformava. Este período de reestruturação produtiva do capitalismo promoveu mais uma alteração nas formas das relações de trabalho.

A Organização Toyotista do trabalho além do “Just-in-Time” A falência do “pacto conciliatório” com o fim do Estado do Bem-Estar não significou a extinção da organização...
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