toxoplasmose

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100 | Secretaria de Vigilância em Saúde / MS
ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS
Descrição - Pode manifestar-se sob várias formas:
Fase aguda (Doença de Chagas Aguda - DCA): caracterizada por
miocardite difusa, com vários graus de severidade. Pode ocorrer
pericardite, derrame pericárdico, tamponamento cardíaco, cardiomegalia,
insuficiência cardíaca, derrame pleural. Manifestações comuns: febreprolongada e recorrente, cefaléia, mialgias, astenia, edema de face ou
membros inferiores, linfadenopatia, hepatomegalia, esplenomegalia,
ascite, rash cutâneo. Manifestações digestivas (diarréia, vômito e
epigastralgia) são comuns na transmissão oral, podendo haver icterícia,
lesões em mucosa gástrica e hemorragia digestiva. Na transmissão
vetorial pode haver sinais de porta de entrada: sinal deRomaña (edema
bipalpebral unilateral) ou chagoma de inoculação (lesão semelhante a
furúnculo que não supura). Meningoencefalite pode ocorrer em lactentes
ou em casos de reativação (imunodeprimidos). Alterações laboratoriais:
anemia, leucocitose, linfocitose, plaquetopenia; alteração em enzimas
hepáticas, provas de coagulação e marcadores de atividade inflamatória
(velocidade de hemossedimentação,proteína C-reativa, etc).
Fase crônica: passada a fase aguda ocorre redução da parasitemia.
Para ser considerado crônico, é necessária a comprovação de contato
com o T. cruzi (sorológico ou parasitológico). Pode evoluir para uma
das formas: a) Indeterminada: é a forma crônica mais freqüente; pode
durar toda a vida ou, após cerca de 10 anos, evoluir para outras formas.
b) Cardíaca: importante causade limitação e morte do chagásico crônico.
Pode apresentar insuficiência cardíaca de diversos graus, arritmias,
acidentes tromboembólicos, aneurisma de ponta do coração, morte
súbita. c) Digestiva: sugerem megaesôfago: disfagia, dor retroesternal
à passagem do alimento, regurgitação, epigastralgia, odinofagia,
soluços, excesso de salivação, hipertrofia de parótidas; casos mais graves
podemapresentar esofagite, fístulas esofágicas, alterações pulmonares
por aspiração de conteúdo de refluxo gastroesofágico. Sugerem
megacólon: constipação intestinal de instalação insidiosa, meteorismo,
distensão abdominal; volvos e torções de intestino e fecalomas podem
complicar o quadro. d) Forma mista: ocorrência simultânea de pelo
menos duas formas da doença (geralmente cardíaca e digestiva).
e) Outrasformas: formas nervosas, outros megas e comprometimento
de outros órgãos (raras), em geral acometendo a musculatura lisa.
Forma congênita: ocorre em crianças nascidas de mães com exame positivo
16 Doença de Chagas
CID 10: B57
Secretaria de Vigilância em Saúde / MS | 101
para T. cruzi. Pode haver prematuridade, baixo peso, hepatoesplenomegalia,
icterícia, equimoses e convulsões por hipoglicemia;meningoencefalite costuma
ser letal.
Agente etiológico - Trypanosoma cruzi, protozoário caracterizado pela
presença de flagelo e uma única mitocôndria. No sangue aparecem como
tripomastigotas; nos tecidos, como amastigotas.
Vetores - Triatomíneos hematófagos, conhecidos como “barbeiros” ou
“chupões”. Podem viver no intradomicílio, peridomicílio ou no meio
silvestre. Diversas espécies foramencontradas infectadas no Brasil; as
mais importantes são Triatoma infestans, T. brasiliensis, Panstrongylus
megistus, T. sordida, T. pseudomaculata. Na Região Amazônica, 18 espécies
são incriminadas como importantes vetoras.
Reservatórios - Além do homem, diversos mamíferos domésticos e silvestres
são infectados pelo T. cruzi. Os mais importantes são os que estão próximos
do homem (gatos, cães, porcos,ratos). Também são relevantes tatus,
gambás, primatas não humanos, morcegos, entre outros animais silvestres.
Aves, répteis e anfíbios são refratários à infecção pelo T. cruzi.
Modo de transmissão - Vetorial: passagem do T. cruzi dos excretas de
triatomíneos pela pele lesada ou mucosas durante ou logo após o repasto
sanguíneo. Transfusional: infecção por meio de hemoderivados, órgãos ou
tecidos de...