Toxicologia

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História
Pela história humana percola e enreda-se a da Toxicologia. Muitos dos nossos bons
compêndios, quando abordam a história desta, limitam-se a consignar, usualmente de
passagem num capítulo introdutório, um ou dois fatos da antiguidade toxicológica, como o ultra citado Papiro de Ebers, de cerca de 1500 a. C., com seus 800 produtos ativos, o folclórico rei Mitridates, que teria vivido de 120a 63 a. C., os textos de Dioscórides e sua classificação de venenos, do início da era cristã, e saltam, de pronto, para o medieval e pós Revista Intertox de Toxicologia, Risco Ambiental e Sociedade, vol.1, nº1, out, 2008. História da Toxicologia. Parte I – breve panorama brasileiro
André Rinaldi Fukushima1, Fausto Antonio de Azevedo2 medieval, nos quais pontuam as inteligências do bem, como osuperstar Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, autodenominado Paracelso, e as inteligências malignas, como a elegante e cativante Lucrecia Borgia, a misteriosa Toffana e a poderosa Catarina de Médici. Diversos autores ilustres elucidam o surgimento da Toxicologia, defendendo a tese de que ela nasceu nos primórdios da humanidade, antecipando-se à própria história escrita sobre ouso de venenos de animais e plantas com o propósito de auxiliar na caça e pesca, e como envenenamento nas atividades de guerra. De fato, pode-se postular que a civilização humana construiu, já nos primórdios de sua existência, três conhecimentos básicos e essenciais para a garantia da vida: o conhecimento da alimentação, posto que sem esta não se sobrevive; o conhecimento do sexo, uma vez que sem omesmo não se garante a descendência; e o conhecimento do que é venenoso (ou tóxico), já que a ingestão dos alimentos tóxicos ia ceifando vidas. Foi munido desses três conhecimentos essenciais que nosso primeiro representante no planeta deu início a um processo que chegou até a nós. Exatamente por isso é que para tantos e tantos toxicologistas verdadeiros a Toxicologia é sentida muito mais do quecomo uma Ciência: em verdade ela é percebida quase como uma religião especial. Na antiguidade chinesa, existem relatos do imperador Shen Nung, que viveu por volta de 5000 A.C. (também conhecido como Imperador Yan, “o fazendeiro divino”, por ter introduzido o advento da agricultura na China antiga e, ainda, como o pai da medicina chinesa, uma vez que testou cerca de 365 ervas e possivelmente morreuem função de doses tóxicas das mesmas) e foi o responsável por compor um tratado sobre ervas que por sua vez foi sendo atualizado por futuras gerações, o que justifica o profundo conhecimento
do povo chinês no tocante a ervas medicinais.Seguindo a saga do conhecimentotoxicológico, surge, em torno de 1500 a.C., o
Papiro de Ebers, considerado um dos mais antigos documentos com informações
toxicológicas preservado até os presentes dias. Em 1862, em Luxor, o Papiro foi adquirido por Edwin Smith, aventureiro americano que residia na cidade de Cairo, e que permaneceu com o documento até 1869, quando o pôs à venda. Em 1872 o Papiro foi comprado pelo romancista egiptólogoGeorg Moritz Ebers, vindo daí a denominação Papiro de Ebers. O Papiro é um vasto relato da história médica do antigo Egito. Nele, encontram-se dados como conhecimento do organismo humano, estrutura vascular e cardíaca e prescrições de substâncias curativas para várias enfermidades causadas por agentes tóxicos de origem tanto animais quando vegetal e mineral. Possui 110 páginas com relatos de 700 a...
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