Totem e tabu: o complexo de édipo e a problemática do pai totémico - freud

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Índice

Introdução………………………………………………………………………. 2

Totem e Tabu: O complexo de Édipo e a problemática
do Pai Totémico……………………………………………………………… 3

Conclusão………………………………………………………………………. 6

Bibliografia……………………………………………………………………. 7

Introdução

Este trabalho tem como objectivo analisar o livro Totem e Tabu de Sigmund Freud face a um dos seus conceitos mais importantes, o Complexo deÉdipo e “o Édipo no interior da problemática do Pai Totémico”, pois em todos os seus ensaios Freud presenteia-nos com a discussão sobre a função do Pai, tentando mesmo universalizar este conceito.

Freud diz que tabu por ser um termo polinésio de difícil tradução, tem dois significados, o significado de “sagrado” / “santificado”, e o significado de “terrível” / “perigoso” / “impuro”. Tabu é algo quecompreende prescrições rigorosas, cuja violação trás consequências e castigos para os membros de um grupo. Refere que, os tabus primitivos têm então uma relação com as proibições e normas morais que possibilitam a vida em sociedade do homem contemporâneo.
Quanto ao Totem - divinização de escultura que representa plantas, animais ou antepassados - pode-se definir como uma instituição primitivaque deixou indícios nas religiões, ritos e costumes dos povos civilizados e contemporâneos.

Totem e Tabu:
O Complexo de Édipo e a problemática do Pai Totémico

Em Totem e Tabu Freud faz uma análise reflexiva, auxiliada por pesquisas antropológicas, e compara os ritos, crenças, costumes e comportamento dos povos primitivos com a neurose, que ele assistia nas fantasias inconscientes dos seuspacientes neuróticos; relacio- nando assim o significado original do totem com o processo pelo qual passa o desejo inconsciente. Ou seja, ele verificava que os neuróticos temiam o que desejavam, e sendo assim, o que lhes era proibido, mais apetecível era. Assim como o medo que o homem primitivo tinha de ser punido, se violasse o tabu, é similar ao medo do neurótico, haja ou não uma ameaça externa.Esta ambivalência que se encontra na atitude do indivíduo, é uma característica da neurose, e o tabu nasce no terreno da ambivalência afectiva; é então neste ponto que os neuróticos obsessivos se comportam como os povos primitivos, desejam e detestam aquilo que lhes é proibido. Como Freud refere:

“No seu inconsciente não existe nada mais que gostassem de fazer do que violá-los, mas tememfaze-lo; temem precisamente porque gostariam, e o medo é mais forte que o desejo. O desejo está, inconsciente embora, em cada membro individual da tribo, do mesmo modo que está nos neuróticos”(1)

Num dos seus ensaios, Freud vai pegar mesmo no complexo criança – pai, e no estudo da sociedade primitiva feito por Darwin, o qual influenciou Freud, este aponta para a presença de “um pai violento,ciumento, que guarda para si todas as fêmeas e expulsa os seus filhos à medida que crescem”.(2) Aqui temos então o estado da natureza, no qual impera a lei do mais forte, não havendo laço social, norma ou vínculo afectivo de nenhuma espécie. Um dia os filhos unem-se e matam o pai, invejado e temido, e devoram o seu cadáver, para se poderem assim identificar com ele, e apropriar-se da sua força, “certodia, os irmãos, que tinham sido expulsos, retornam juntos, matam e devoram o pai, colocando assim um fim à horda patriarcal”.(2) Mas após terem cometido o parricídio, os irmãos tornam-se rivais em relação as mulheres, percebendo que nenhum deles poderia ocupar o lugar do pai, renunciam ao objecto desejado e ao poder ilimitado outrora encarnado pelo morto, os quais tinham

(1) - (2) Freud, Sigmund,Totem e Tabu, [Totem und Tabu, 1913], Relógio D’Água ed, Lisboa 1990.

sido os motivos principais para se livrarem do pai. A lei contra o incesto surge para permitir que todos os irmãos possam viver juntos sem guerras. Os irmãos realizam então um banquete ritual, um festim através do qual, divinizam o pai e incorporavam as suas virtudes, e reconheciam-se uns aos outros em pé de igualdade,...
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