Tolerancia geometrica

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  • Publicado : 31 de outubro de 2011
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Tolerância geométrica
A execução da peça dentro da tolerância dimensional não garante, por si só, um funcionamento adequado. Veja um exemplo.
A figura da esquerda mostra o desenho técnico de um pino, com indicação das tolerâncias dimensionais. A figura da direita mostra como ficou a peça depois de executada, com a indicação das dimensões efetivas.
Note que, embora as dimensões efetivas do pinoestejam de acordo com a tolerância dimensional especificada no desenho técnico, a peça real não é exatamente igual à peça projetada. Pela ilustração você percebe que o pino está deformado.
Não é suficiente que as dimensões da peça estejam dentro das tolerâncias dimensionais previstas. E necessário que as peças estejam dentro das formas previstas para poderem ser montadas adequadamente e para quefuncionem sem problemas. Do mesmo modo que é praticamente impossível obter uma peça real com as dimensões nominais exatas, também é muito difícil obter urna peça real com formas rigorosamente idênticas às da peça projetada. Assim, desvios de formas dentro de certos limites não chegam a prejudicar o bom funcionamento das peças.
Quando dois ou mais elementos de uma peça estão associados, outrofator deve ser considerado: a posição relativa desses elementos entre si.
As variações aceitáveis das formas e das posições dos elementos na execução da peça constituem as tolerâncias geométricas.

Interpretar desenhos técnicos com indicações de tolerâncias geométricas. Como se trata de um assunto muito complexo, será dada apenas uma visão geral, sem a pretensão de esgotar o tema. O aprofundamentovirá com muito estudo e com a prática profissional.

Tolerâncias de forma
As tolerâncias de forma são os desvios que um elemento pode apresentar em relação à sua forma geométrica ideal. As tolerâncias de forma vêm indicadas no desenho técnico para elementos isolados, como por exemplo, uma superfície ou uma linha. Acompanhe um exemplo, para entender melhor.
Analise as vistas: frontal e lateralesquerda do modelo prismático abaixo.
Note que a superfície S, projetada no desenho, é uma superfície geométrica ideal plana.



Após a execução, a superfície real da peça S’ pode não ficar tão plana como a superfície ideal S. Entre os desvios de planeza, os tipos mais comuns são a concavidade e a convexidade.
Forma real côncava



Forma real convexa



A tolerância de planezacorresponde à distância t entre dois planos ideais imaginários, entre os quais deve encontrar-se a superfície real da peça.

No desenho anterior, o espaço situado entre os dois planos paralelos é o campo de tolerância.

Tolerâncias de orientação
Quando dois ou mais elementos são associados pode ser necessário determinar a orientação precisa de um em relação ao outro para assegurar o bomfuncionamento do conjunto. Veja um exemplo.


O desenho técnico da esquerda mostra que o eixo deve ser perpendicular ao furo. Observe, no desenho da direita, como um erro de perpendicularidade na execução do furo afeta de modo inaceitável a funcionalidade do conjunto. Daí a necessidade de se determinarem, em alguns casos, as tolerâncias de orientação. Na determinação das tolerâncias de orientaçãogeralmente um elemento é escolhido como referência para indicação das tolerâncias dos demais elementos.
O elemento tomado como referência pode ser uma linha, como por exemplo, o eixo de uma peça. Pode ser, ainda, um plano, como por exemplo, uma determinada face da peça. E pode ser até mesmo um ponto de referência, como por exemplo, o centro de um furo. O elemento tolerado também pode ser uma linha,uma superfície ou um ponto.
As tolerâncias de orientação podem ser de: paralelismo, perpendicularidade e inclinação. A seguir, você vai aprender a identificar cada um desses tipos de tolerâncias.

Tolerância de paralelismo

Observe o desenho técnico ao lado.Nesta peça, o eixo do furo superior deve ficar paralelo ao eixo do furo inferior, tomado como referência. O eixo do furo...
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