Tipos de discurso

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A Nova Califórnia

Trabalho de análise de tipos de discursos
sobre o conto “A Nova Califórnia”, para a
matéria de LPL I, do curso de Automação
de Escritórios e Secretariado da
Faculdade de Tecnologia de São Paulo.

São Paulo
2012
TIPOS DE DISCURSOS

O objetivo deste trabalho é analisar os tipos de discursos existentes no conto “A Nova Califórnia” de Lima Barreto.Há três tipos de discursos: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre, meios pelo qual se transmite uma ideia, se expõem uma opinião, quer na fala ou na escrita. Dessa forma, em se tratando do texto narrativo, todo o desenrolar dos fatos, em consonância com a ação dos personagens, está condicionado ao propósito do narrador em materializá-lo por meio de uma mensagemdiscursiva.

DISCURSO DIRETO

O discurso direto é o registro das palavras proferidas por uma personagem. O narrador deve expor a fala da personagem através do recurso gráfico: travessão ou aspas. É um tipo de discurso alheio a quem narra a história, ou seja, não há interferência por parte do narrador.
Alguns verbos, chamados de elocução, são utilizados no começo, no meio ou após osdiscursos, são eles: dizer, perguntar, responder, exclamar, ordenar, falar, protestar, contestar, alegrar, alegar, concordar...
Exemplos de discurso direto:
“— Vou fazer um forno, disse o preto, na sala de jantar.”
“—Doutor, seja bem-vindo.”
“— Desejava falar-lhe em particular, Senhor Bastos.”
“— Como o senhor deve saber, dedico-me à química, tenho mesmo um nome respeitado no mundo sábio...“— Sei perfeitamente, doutor, mesmo tenho disso informado, aqui, aos meus amigos.
— Obrigado. Pois bem: fiz uma grande descoberta, extraordinária...
Envergonhado com o seu entusiasmo, o sábio fez uma pausa e depois continuou:
— Uma descoberta... Mas não me convém, por ora, comunicar ao mundo sábio, compreende?
— Perfeitamente.
— Por isso precisava de três pessoas conceituadas que fossemtestemunhas de uma experiência dela e me dessem um atestado em forma, para resguardar a prioridade da minha invenção... O senhor sabe: há acontecimentos imprevistos e...
— Certamente! Não há dúvida!
— Imagine o senhor que se trata de fazer ouro...
— Como? O quê? fez Bastos, arregalando os olhos.
— Sim! Ouro! disse, com firmeza, Flamel.
— Como?
— O senhor saberá, disse o químico secamente. Aquestão do momento são as pessoas que devem assistir à experiência, não acha?
— Com certeza, é preciso que os seus direitos fiquem resguardados, porquanto...
— Uma delas, interrompeu o sábio, é o senhor; as outras duas, o Senhor Bastos fará o favor de indicar-me.”
“— O Coronel Bentes lhe serve? Conhece?
— Não. O senhor sabe que não me dou com ninguém aqui.
— Posso garantir-lhe que é homem sério,rico e muito discreto.
— E religioso? Faço-lhe esta pergunta, acrescentou Flamel logo, porque temos que lidar com ossos de defunto e só estes servem...
— Qual! E quase ateu...
— Bem! Aceito. E o outro?
Bastos voltou a pensar e dessa vez demorou-se um pouco mais consultando a sua memória... Por fim, falou:
— Será o Tenente Carvalhais, o coletor, conhece?
— Como já lhe disse...
— E verdade.E homem de confiança, sério, mas...
— Que é que tem?
— E maçom.
— Melhor.
— E quando é?
— Domingo. Domingo, os três irão lá em casa assistir à experiência e espero que não me recusarão as suas firmas para autenticar a minha descoberta.
— Está tratado.”

DISCURSO INDIRETO

No discurso indireto o narrador,  usa  suas  próprias  palavras, conta  o  que  foi  dito  por  outra pessoa. Temos  então  uma  mistura  de vozes,  pois  as  falas dos  personagens passam  pela  elaboração  da fala do  narrador.
Para facilitar a identificação do discurso indireto usam-se os pronomes pessoais: ele, eles, ela, elas, se, o, os, a, as, lhe, lhes, si, consigo; os pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aquilo; advérbio de lugar: ali, lá; advérbio de tempo: naquela ocasião,...
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