Tintas

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Substance for Success.

Informações Técnicas L-DI 1

Aditivos Desaerantes
e Anti-espumantes

Informações Técnicas L-DI1

Aditivos Desaerantes
e Anti-espumantes

Conteúdo
O que é Bolha?

Páginas 3-4

Modo de Ação dos Agentes Anti-espumantes e Desarerantes

Páginas 5-6

Anti-espumantes Base Óleo Mineral

Página

Anti-espumantes Base Silicone

Páginas 8-9

DesaerantesPoliméricos sem Silicone

Página

10

Critério de Seleção e Métodos de teste

Página

11

2

7

Informações Técnicas L-DI1

O que é Bolha?
Bolhas são sempre indesejáveis em tintas.
As bolhas formadas durante o processo
de produção das tintas, levam a sérios
problemas de enlatamento. Somandose a isso e é aqui que nascem os maiores
problemas, as bolhas podem ocorrer
durante aaplicação, dessa forma
ocasionando defeitos de superfície. As
bolhas nas tintas não afetam somente a
parte visual, mas também reduzem a
função protetora da tinta. Dessa forma,
o desaerante é um ingrediente essencial
em quase todas as formulações de tintas.
Muitos componentes das tintas podem
afetar o comportamento da bolha,
tanto positiva quanto negativamente. E
também ascaracterísticas do substrato
e os parâmetros de aplicação também
exercem influência. Dito isso, fica claro
que a remoção das bolhas é um tema
“muito específico”. Por exemplo, uma
particular aplicação à spray pode resultar
em uma excelente propriedade final
da película, porém, a aplicação da
mesma tinta pelo sistema à cortina pode
apresentar problemas de bolhas. Já que
estamos restringindo nossasobservações
em tintas, somente discutiremos o
fluido bolha. Tais bolhas são definidas
como uma fina distribuição de um gás
(geralmente ar) na fase líquida. Um
aspecto característico das bolhas (quando
comparada com outros estados físicos),
é a grande interface entre o gás e o
líquido. A camada líquida a qual separa
uma bolha de gás da outra é chamada
de lamela. Por razões de energia, todosistema líquido tenta manter a sua área
de superfície o menor possível. Uma vêz
que a bolha representa um estado de
alta energia, ela só pode existir devido
aos efeitos estabilizantes da bolha.
Imediatamente após a sua formação, as
bolhas de gás fluem atavés do líquido
para alcançar a superfície. De acordo
com a lei de Stoke, a velocidade de
saída (V) depende do raio (r) da bolha
e daviscosidade (h) do líquido.

Quando a típica bolha de gás alcança a
superfície, o líquido começa a fluir da
lamela da bolha (a fina película líquida
que envolve a bolha de gás). Esse
processo de fluidez (efeito drenagem,
figura 1), reduz a espessura da lamela e
quando essa espessura alcança menos
do que 10 nm aprox., a lamela perde a
sua integridade e a bolha se rompe.
Se o comportamento detodos os líquidos
fosse como o que foi descrito acima,
então não haveriam problemas de
espumas já que espumas estáveis não
poderiam se formar. Este é o caso, por
exemplo, de líquidos puros; líquidos
puros não formam espumas. Para se
formar espumas estáveis, substâncias
estabilizadoras de espumas têm que
estar presentes na fase líquida.

Geralmente, tais produtos são produtosinterfacialmente ativos (surfactantes,
tensoativos, etc.) os quais se caracterizam
pela presença de segmentos hidrofóbicos
e hidrofílicos dentro de sua estrutura
molecular. Devido a esses elementos
estruturais, tais substâncias orientam-se
por si só na direção da interface líquido/
gás para reduzir a tensão superficial,
dessa forma produzindo as condições
necessárias para a estabilização da
espuma(figura 2).

Efeito Drenagem

Bolha de gás
migra para a
superfície.

O líquido
flui da lamela.

A lamela
se torna
mais fina...

...e se rompe
quando atinge
uma espessura
de aprox. 10 nm.

figura 1

Estabilização da Espuma Através de Surfactantes

Hidrofóbico
(não-polar)

Hidrofílico
(polar)

Surfactante

figura 2

3

Informações Técnicas L-DI1

O que é...
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