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COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA: O MODELO DE FATORES ESPECÍFICOS

Como vimos, o comércio internacional pode ser mutuamente benéfico para as nações. No entanto, ao longo da história, os governos têm protegido alguns setores de sua economia contra a concorrência das importações. Por que?
• No modelo ricardiano, o comercio leva à especialização internacional, na medida em que cada país deslocasua força de trabalho das indústrias nas quais esse trabalho é relativamente ineficiente para indústrias em que é relativamente mais eficiente. Como o trabalho é o único fator de produção do modelo e, supõe-se, é capaz de mover-se livremente e sem custos de uma indústria a outra, não há possibilidade de os indivíduos serem prejudicados pelo comércio. No mundo real, no entanto, o comércio temefeitos substanciais sobre a distribuição de renda dentro da economia de cada nação, de modo que na prática, seus benefícios são frequentemente distribuídos de forma muito desigual.
• Existe dois motivos principais pelos quais o comércio tem forte influência sobre a distribuição de renda: 1) os recursos não podem se mover imediatamente ou sem custos de uma indústria a outra; 2) as indústriasdiferem quanto aos fatores de produção que demandam e, nesse sentido, uma alteração na composição de bens que um país produz normalmente reduz a demanda por alguns fatores de produção, ao mesmo tempo que aumenta a demanda por outros.
Para tratar dessas questões precisamos de um modelo com fatores específicos.
• O modelo de fatores específicos foi desenvolvido por Samuelson e Jones. Como o modeloricardiano simples, ele supõe uma economia que produz dois bens e que pode alocar sua oferta de trabalho entre os dois setores. Mas, diferentemente do modelo ricardiano, este modelo permite a existência de outros fatores de produção além do trabalho. Enquanto o trabalho é um fator móvel, que pode se deslocar entre os setores, supomos que os outros fatores sejam fatores específicos, i.e. Que possamser utilizados apenas na produção de alguns bens em particular.
• As hipóteses do modelo: 1) Imagina uma economia que possa produzir dois bens (Manufaturas, Alimentos) e que possui três fatores (Trabalho - L, Capital - K, Terra – S); 2) para produzir manufaturas utilizam-se capital e trabalho, enquanto para produzir alimentos utilizam-se terra e trabalho. O trabalho é portanto o fator móvel (podeser utilizado tanto em manufaturas como em alimentos) enquanto terra e capital são fatores específicos.
• Rendimentos decrescentes e contratação de fatores: em primeiro lugar devemos nos perguntar o que acontece com a produção total obtida quando uma quantidade cada vez maior de um fator variável é adicionada a quantidade dadas de um fator específico no processo de produção? Ela aumenta. Mas aprodução incremental não é constante – ela cai à medida que mais unidades do insumo variável são acrescentadas ao fator fixo. Consideramos o setor de alimentos. Admitindo que a quantidade disponível de terra seja fixa, perguntamos como a produção de alimentos varia quando se aumenta incrementalmente a mão de obra empregada neste setor. A produção aumentará numa proporção decrescente (lei derendimentos decrescentes).
• Daí uma outra pergunta: quanta mão de obra seria contratada por uma empresa competitiva que se depara com preços fixos, tanto para os alimentos que vende no mercado, quanto para os salários que paga a mão de obra? Deflacionamos o salário (w) pelo preço dos alimentos Pa. Se a produtividade marginal do trabalho em termos físicos for maior do que essa quantia, a empresafará bem em contratar mais mão de obra. Por outro lado, se a empresa tiver contratado uma quantidade tal de mão de obra que, se empregar uma unidade adicional, produzirá um aumento na produção de alimentos menor do que a quantia a ser paga pela nova contratação, ela terá de reduzir o uso de mão de obra até que o salário deflacionado seja igual ao produto marginal físico do trabalho.
• A...
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